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A mostrar mensagens de Novembro, 2010

Querido Pai Natal:

Tanto caminho na estrada

Houve alturas em que andava perdida e queria encontrar nos outros a razão de viver. Houve alturas em que oferecia ao mundo a face chorosa em busca de algum consolo e amizade. Tempos houve em que saia à rua, de manhã, com a esperança secreta de encontrar o “salvador”, o príncipe do cavalo branco, o benfeitor… Tempos houve em que me dei inteira, em troca de nada. Olhava o rosto de tantas pessoas desconhecidas, atarefadas, animadas ou sérias, e achava impossível que nenhum deles detivesse os olhos em mim. Achava que mais dia, menos dia, ia aparecer alguém para me descobrir, para me proteger, para me ajudar. Quantas vezes esmolei em silêncio alguma palavra de carinho, de compreensão! Quanto esperei confiante primeiro, desconsolada depois, por algum acontecimento milagroso. Podia ser uma carta, um telefonema, uma visita, qualquer coisa podia ser. Desde que parasse o sofrimento, a solidão, qualquer remédio era bom. Mas para espanto meu, ninguém veio, ninguém reparou nas minhas lágrimas, ning…