sonhando, escrevendo e imaginando

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Não tenhas medo de mim...


As saudades que sinto de ti são tantas, mas tantas,
que até quando olho o meu rosto  no espelho,
isso me faz lembrar de ti!
Lembro-me da tua voz bonita
a dizer que sou bonita,
Lembro da tua maneira linda de me devorares com os olhos,
a dizeres que sou linda.
Que saudades tuas!
Não só da tua lembrança,
das tuas palavras,
do teu sorriso,
mas saudades daquelas que doem até no virar da cabeça na almofada.

Saudades que queimam, que abrasam!
Uma vontade louca de sentir a tua boca esfregar-se na minha,
o teu peito fazer pressão de encontro ao meu,
as tuas mãos passarem em mim, devagarinho,
acendendo vontades, desejos…
Uma vontade danada de ouvir as palavras doces que me sussurras ao ouvido,
quando já estou louca,
e que me fazem ficar ainda mais louca.
Até tenho saudades de mim própria quando estou contigo,
e me sinto feliz, leve, mulher, solta!
Vontade de ir para a cama contigo,
não apenas pelas três horas regulamentares,
mas para o resto da vida!
Desculpa, sei que isso parece um compromisso…
Não foi minha intenção.
Não te estou a pedir em casamento.
Nem te estou a pedir que fujas comigo dentro do teu carro,
e que não me deixes ir embora nunca mais.
Não te assustes.
Só queria fazer amor contigo sempre que tivesse vontade…
E queria dizer-te que estou com muitas saudades!

Saudades de falar contigo,
de namorar,
de dizer coisas sem significado mas que sabem tão bem dizer,
e são tão boas de ouvir dizer!
Saudades do barulho standard que fazem as tuas mensagens a chegar no meu telemóvel,
da luzinha verde a acender por debaixo da tua fotografia no cantinho do ecrã do meu computador,
do bip quando entras online!
Da tua voz do outro lado da linha, no telefone…
Do teu carro a chegar.

Nunca amei nenhum outro homem assim!
Desisto de me defender,
De tentar raciocinar como deve ser.
É impossível imaginar a minha vida sem ti.
Contigo tudo é tão diferente,
complicado, difícil, tumultuoso…
Mas tudo é também tão bom, tão excitante,
meigo, terno, carinhoso!
Desisto de te tentar enquadrar dentro do que conheço,
De tentar classificar-te pela escala que sempre usei
para classificar os outros homens da minha vida.
Não sei nunca muito bem como lidar contigo.
Deixas-me sempre surpresa, sem jeito, sem reacção.
Ás vezes apetece-me desistir,
largar tudo,
não estar dependente de tantas dificuldades, de tantas complicações…
Mas depois,
basta a lembrança de que existes,
para o meu coração bater mais forte.
Basta uma palavra tua,
para sentir as pernas moles,
a respiração a acelerar,
o sangue a correr mais depressa.
Amo-te tanto,
quero-te tanto,
que sou até capaz de fazer amor apenas com a tua lembrança!

Mas estou cheia de saudades de ti!
E apesar da vontade louca de que me tenhas nos braços,
de que me tomes, que me envolvas e me ames,
e me faças de novo tua,
quero dizer-te
que ficaria contigo mesmo sem nada disso.
Ainda que não nos voltássemos a encontrar tão depressa,
ainda que demorasses muito a voltar a deitar-te ao meu lado,
ainda que a distância nos separasse por muito,
mas muito tempo,
enquanto me quiseres,
serei sempre tua.
Vou sempre esperar por ti,
e guardar o teu lugar, que é só teu, para quando chegares.
Só não desapareças,
não demores muito a procurar-me,
não deixes de me dar noticias,
não saias da minha vida durante muito tempo seguido.
Basta um “olá querida”, um “ainda te amo”,
Não demora muito tempo, não acarreta grande compromisso…
E eu preciso tanto de ouvir!

Estou cheia de saudades tuas,
deixa de ser tão complicado,
vem falar comigo!
Vá lá...
Não te corto as asas,
não te fecho dentro da gaiola,
não te impeço de voar.
Nem conseguia,
mesmo que quisesse.
Olha bem…
Sou só eu!
Sorridente, pequenina, meiga, indefesa.
Não tenho poder para tanto!
Não tenhas medo de mim!
Estamos a perder tempo demais,
e a vida passa muito depressa.

Estou com saudades!
Com tantas saudades!




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