sonhando, escrevendo e imaginando

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Todos me vêem, menos tu!


Todos me vêem, menos tu.
E não te importas sequer com isso!
Não se passa um só dia
em que algum homem não me diga pelo menos uma coisa bonita.
Não se passa um só dia,
em que se eu quisesse,
não me fosse possível marcar encontros, trocar telefones, programar saídas.
E não te incomodas,
nem te preocupas.
Tão pouco te aproximas mais,
ou te interessas mais,
ou te propões a cuidar melhor daquilo que é teu.

Todos me vêem, menos tu!
Como é possível que não tenhas ciúmes?
Como é que fazes para não te sentires inseguro?
Dizes que aceitas as pessoas como elas são,
e não invades o seu espaço,
confias
e ficas descansado.
“O sonho de qualquer mulher!”,
Foi o que me disse uma amiga.
Sonho, uma pinoia!
Eu queria era que protestasses!
Que me pedisses para não falar tanto,
para não conviver tanto,
para parar de aceitar presentes apesar de virtuais,
para não receber mensagens,
para não fazer comentários mais atrevidos!

O que eu queria era que dissesses que me amas,
que tens medo de me perder,
que te sentes ameaçado por tanta concorrência,
que te sentes inseguro,
que nem imaginarias sequer a vida sem mim!

Mas não.
Continuas inabalável,
distante, seguro, tranquilo!
Que raiva!
Como é que consegues fazer isso
sem mexer sequer um musculo do rosto?
Sem uma crispação,
um enrugar de sobrancelhas,
um sorriso mais amarelo?

Eu não sou nada como tu!
Sempre que desconfio de que alguma mulher
se está a acercar mais do que devia,
ou a usar contigo termos menos habituais,
ou maneiras de falar menos comuns,
procuro-te logo, digo, reclamo, protesto…
E sinto o meu mundo ficar mais pequenino,
e sinto o meu sol perder as cores!
E choro,
e fico triste,
e tenho um medo danado de te perder!

Todos me vêem, menos tu.
Será que é mesmo assim que deve ser?
Eu devia mesmo ficar contente,
sentir-me solta, livre e leve,
apreciar imenso a liberdade que me dás?
Mas olha que não é assim que eu vejo as coisas!

O que me parece por vezes,
é que não te importas,
porque simplesmente não te interessas.
Não te faz diferença nenhuma,
saberes que me acham bonita,
simpática,
atraente,
Nem te interessa se me fazem propostas,
se me convidam para sair da sala principal,
se me fazem perguntas,
se querem saber formas de chegar a mim.

Nem te interessas em perguntar
o que eu respondo,
o que eu faço,
Como me sinto…
Nem questionas se alguma vez
sinto alguma coisa para lá do normal,
se alguma vez ,me deixo entusiasmar mais do que devia
se alguma vez chego a gostar de forma diferente do que me dizem!

Todos me vêem, menos tu.
Todos arranjam tempo para conversar comigo,
todos têm disponibilidade para me fazer um agrado,
para me mandar uma mensagem,
uma flor,
um chocolate.
Só tu permaneces no teu mundo de ocupações e trabalho eterno.
Cheio sempre de afazeres,
de horários,
de compromissos.
Tudo, tudo
sempre mais importante do que eu,
do que nós!
Todo ocupado na tua necessidade de espaço,
de tempo,
de não te sentires pressionado…

Sou uma pessoa muito carente,
muito sozinha,
muito insegura.
Devias saber isso melhor do que ninguém!
Não sei lidar muito bem com a solidão,
nem com a tristeza.
Gosto de companhia,
gosto de rir,
de conversar,
de ser alegre.
Vivo sempre com um sol aceso no coração,
um sorriso pronto no rosto.
Gosto que gostem de mim!
Faz-me um bem enorme saber que consigo agradar às pessoas!
Nem vou negar que me sinto bem
com tantas atenções, com tanto carinho.

Mas é a ti que eu quero.
É a ti a quem eu amo!
Era contigo que eu queria ficar a conversar
até quase ao fim da noite.
Era contigo que eu queria falar dos meus problemas,
das minhas alegrias…
Partilhar os meus gostos,
os meus desgostos,
Despedir-me com um beijo,
dizer até amanhã,
até já,
até logo.
Não um até quando puderes,
até quando tiveres disponibilidade…

Todos me vêem, menos tu.
E afinal eu sou obra tua!
Tu é que me despertaste de novo para a vida.
Tu é que me ensinaste de novo a ser bonita,
a ser sensual,
tu é que devolveste o brilho ao meu olhar,
o amor ao meu coração,
o prazer ao meu corpo.
Nenhum homem no mundo se compara a ti.
Não te trocava por nenhum outro,
Nem imagino como poderia viver sem ti.

Mas caramba, todos me vêem, menos tu!
Estou com saudades, tantas!
Estou carente de atenção,
de carinho,
de um mimo,
de um agrado.
Estou tão precisada de sentir de novo o teu toque, o teu cheiro…
De ter as tuas mãos em mim,
de te beijar muito na boca,
De ter o teu corpo no meu.
Não quero tempo nenhum.
Não quero liberdade nenhuma.
Nem quero ter o meu espaço respeitado!
Quero-te a ti agora.
Todo, inteiro, só para mim.
Tu és todo o meu tempo,
toda a liberdade e todo o espaço de que preciso.

Todos me vêem, menos tu!
Já está na hora de começares a abrir os olhos!






2 comentários:

  1. Já partilhaste este poema ? Pode ser um começo...:)

    ResponderEliminar
  2. Olá micróbio (credo! ter que te chamar micróbio, faz-me um bocado de confusão!),

    Partilhei no meu face, como faço sempre. Não sei se poderá ser um começo para qualquer coisa, mas é sem dúvida uma coisa que me dá prazer fazer. E já fico muito feliz assim!
    Beijinhos grandes para ti.Vou ler agora os teus outros comentários. Obrigada, amiga!

    ResponderEliminar