sonhando, escrevendo e imaginando

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Um amante á moda antiga"

Um amante á moda antiga,
como canta Roberto Carlos.
Um cavalheiro, gentil, educado, sedutor…

Qual a mulher que não gosta de ter para si?
Eu gosto, muito, muito! Demais!...
Gosto quando um homem segura a porta para eu passar.
Gosto quando um homem se levanta quando me aproximo,
quando me dá o lugar de dentro ao andar na rua,
quando só se senta depois de eu me sentar.
Adoro se me pergunta o que escolho,
se leva em consideração o que digo,
quando se preocupa e se empenha em me agradar.
Que me perdoem as feministas,
mas não penso nada que sou igual aos homens,
nem quero que eles me tratem como um deles.
Credo! Que coisa mais sem sabor e sem graça!
Prefiro muito mais ser acarinhada, protegida,
mimada, cuidada.
Nem me interessa guerrear para mostrar que sou tão forte,
tão brava e tão destemida como eles.
Não sou mesmo!...
Assusto-me facilmente, choro por nada,
preciso de alguém para quem correr
quando me sinto mais pequenina e desamparada.
Faz-me falta uma presença masculina bem forte
quando estou triste e perdida.
Dá-me um prazer imenso sentir-me protegida,
saber que o mundo não me consegue atingir enquanto estiver a salvo,
em terreno sagrado,
envolvida por um abraço quente e amoroso.

Já me disseram que sou insegura,
imatura,
mal preparada.
E se calhar sou mesmo…
Fazer o quê?
Cada um é como é.
E eu…
eu sou assim.

Adoro um amante á moda antiga,
Um cavalheiro gentil, educado, sedutor…

Gosto quando o homem me trata com cuidado,
como se eu fosse um cristal que pudesse quebrar.
Adoro quando é ele que decide aonde,
quando é ele quem abre a porta e se desvia para eu entrar,
quando é ele quem acende as luzes complicadas,
me pergunta se está tudo bem
e me vem abraçar.
Gosto de quando o mundo gira mais depressa,
enquanto ele me beija, me abraça,
e não se esquece de perguntar se estou a gostar.
E depois,
quando já estou sem conseguir voltar,
quando já nem sei bem como estou,
perdida num universo lindo de prazer, de amor,
naquela altura em que o mundo podia explodir todinho,
e eu nem ia notar,
ainda pára antes,
olha no meu rosto,
faz-me um carinho
e pede licença para entrar.

E fica no fim,
depois de acabar.
E não tem o atrevimento de ligar o telemóvel,
de olhar para o relógio,
de querer saber das horas.
E conversa,
e é carinhoso.
E aperta-me com doçura,
e envolve-me toda,
e guarda-me consigo
dentro do seu abraço gostoso.
Num abraço delicioso,
com cheiro de homem, com cheiro de macho,
com cheiro de amor carinhoso.

Adoro um amante á moda antiga,
Um cavalheiro gentil, educado, sedutor…

Por isso te adoro a ti, meu amor.
Que vontade danada de estar contigo agora!...


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