sonhando, escrevendo e imaginando

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Um amor igual ao dos romances!



Pensava que os escritores e os poetas exageravam…
Sempre me considerei muito romântica,
muito sentimental.
Apaixonei-me vezes sem conta,
por inúmeras pessoas,
em diversas situações.
Estive com pessoas ricas, pobres,
Mais velhas, mais novas,
Tive amores mais sérios,
amores tão mais bandidos!...
Julgava que sabia tudo sobre o amor,
Pensava que o amor não tinha segredos para mim,
que não me podia surpreender ou apanhar desprevenida.
Entregava o coração só até aonde o queria entregar.
Guardava sempre a outra ponta do cordel na mão,
para o poder puxar de volta,
quando me cansasse,
ou quando estivesse com saudades de ter o meu próprio coração, inteirinho só para mim.
De cada nova vez que entregava o corpo,
descobria que ainda não tinha sido aquela a ocasião escolhida
para o amor se manifestar em todo o seu esplendor.
Descobria que estava enganada.
Levantava-me, sacudia a poeira,
lambia as feridas, seguia o meu caminho.
Nunca dava mais do que aquilo que queria dar.
Nem arriscava mais do que podia perder.
Às vezes chorava,
Muitas vezes mais, ria.
Mas nunca me descontrolava,
nem perdia o domínio de nenhuma situação.
O amor dos livros era só nas linhas impressas.
Na vida,
tudo se resumia a pequenas coisas,
como atracção, desejo, paixão, tesão.

Mas quando te conheci,
todo o mundo deixou de ser igual ao que era antes.
E o que era verdade incontestada até então,
nunca mais foi verdade da mesma maneira.
Descobri que não há medida certa para amar.
Não há como controlar a quantidade de bem querer.
O coração não se entrega preso por um cordel,
para o podermos puxar de volta quando queremos.
Entrega-se sem se dar por isso.
Dá-se cada dia um bocadinho mais,
até percebermos que já o demos todo.
Sem condições, sem reservas,
Sem garantias e sem compromissos.

Quando te conheci,
Descobri que o amor dos poetas existe mesmo!
E que amar-te
é amar-te mais do que a mim própria.
É querer-te para lá do que consigo explicar,
mais do que consigo raciocinar,
mais do que consigo pôr em palavras ou escrever.
Descobri que querer-te vai para além da paixão,
para além da razão,
ultrapassa o desejo,
excede o prazer,
Mistura tudo num só grande departamento
e é a minha razão de viver.
Aprendi que quando se ama,
como eu te amo,
não é preciso falar muito,
não é preciso mexer muito.
O amor é tanto que só de pensar em ti,
o coração bate disparado,
e o corpo se enche de excitação e prazer.

E descobri,
porque me ensinaste,
que tudo é tão mais simples e tão mais bonito!
E que não há razão para vergonhas,
nem receios.
Nem há assuntos proibidos,
nem prazeres que não devam ser sentidos.

E os poetas tinham toda a razão.
E os escritores dos romances
estavam todos certos!
Amar, é querer mais do que se consegue sentir.
Não se consegue controlar.
Não se consegue resistir.
É tão bom,
tão maravilhoso,
que se te perdesse,
a vida não fazia mais nenhum sentido.
De tal forma és o meu sol, a minha lua e as minhas estrelas!...

Não te canses de mim…
Não me abandones…
Não me deixes…
Meu amor querido,
Igual ao amor dos romances!
Fica no meu coração para sempre.
Não te vás embora devagarinho,
não te esqueças de mim.
Não vou pôr ninguém no lugar que é teu.
Nem quero ter outro homem na minha cama.
Só contigo quero ser feliz no coração,
e só contigo quero ser mulher no corpo e no desejo.

Igual ao amor dos romances…
Igual ao amor dos poetas…




4 comentários:

  1. Glória,
    Há pessoas a que carregam a vida às costas, a ti é a vida que te leva nas palminhas das mãos :D
    Gostei muito de te rever após estes anos todos.
    Um grande beijinho,
    Lena (microbio)

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  2. Olá querida Lena,
    Nem te reconhecia sob esse pseudónimo! Micróbio! Está nem! É original! Que bom que descobriste o blogue e que bom que gostaste!
    Bem que eu gostava que a vida me levasse nas palminhas das mãos... De vez em quando ele á mázinha para mim, e mostra-me os dentes. Mas, sabes como é, quanto mais a gente foge, mais o cão vem atrás de nós! O melhor é seguir serenamente e sem sobressaltos.
    Gostei muito de vos encontrar ontem. As duas lindas, queridas e cheias de alegria. Nem sabes o bem que me fez á alma! Vamos a ver se agora que nos reencontrámos, não nos afastamos de novo.Eu vou colar em vocês, preparem-se!
    Muitos beijinhos para ti, minha amiga querida
    Glória
    P.S. Aparece sempre por aqui! Vou adorar!

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  3. Glórita,
    Ah mas é o que eu sinto depois de tudo o que falámos -passar por um caminho tão atribulado como o teu e permanecer integra -é a vida que olha por ti :)
    Cola, cola, cola!
    Um grande beijinho
    Lena
    PS Vou mandar uma coisa à Paula por email que é para ti, depois ficas com meu também. É só para não os colocarmos aqui...

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  4. Olá Lena,
    Gostei da parte de "permanecer integra". Sabes que ás vezes até eu chego a ter algumas dúvidas quanto a isso... Mas se tu o dizes, pronto, vou acreditar.
    Manda o email sim. Fico com o teu email e podemos também falar por lá, uma vez que tu não tens face. Vê se te decides, Lena. É engraçado e podíamos falar as três umas com as outras!
    Obrigada por teres ficado minha "seguidora".
    Muitos beijinhos

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