sonhando, escrevendo e imaginando

sábado, 17 de setembro de 2011

Estás dentro de mim

Não importa o tempo que demorar.
Nem a distância que seja precisa encurtar.
Não importa se estás longe, ou se estás perto.
Em qualquer altura que for, vai ser sempre uma boa altura.
Qualquer lugar aonde estejas,
nunca vai ser longe o suficiente,
para me impedir de te ir encontrar.

Porque eu só precisava de saber que ainda gostas de mim.
Só isso. Simples assim. Mais nada.
Agora que já sei,
sou capaz de esperar.

Não sei em qual dos teus livros complicados leste
que é preciso haver uma razão para amar.
E que o amor se explica por causa e consequência,
como as razões matemáticas e físicas.
Desculpa amor,
mas quem disse isso, estava errado.
Pelo menos comigo estava errado.
Eu sou selvagem, fora das regras, louca.
Não sei amar assim.

Porque te amo sem explicação,
sem lógica,
sem motivos que se possam pôr em palavras,
e traduzir em esquemas sublinhados com caneta fluorescente.
Mas como quiseste saber,
vou fazer o meu melhor para explicar.

Amo-te porque tu és tu
e estás em tudo o que me rodeia.
Estás presente no ar que respiro,
nas ruas por onde ando,
no meu rosto reflectido no espelho,
na minha fotografia de perfil.
No sítio aonde faço compras,
dentro do meu carro,
no meu sofá,
espalhado por dentro do meu computador,
guardado no telemóvel em forma de toque repetido.
Estás perdido pelo meio dos caracóis do meu cabelo,
enfiado dentro do meu decote,
passeando por debaixo do meu vestido,
entre as minhas pernas,
subindo por mim devagarinho, entrando em mim com doçura,
embrulhado nos meus pensamentos,
e pousado ao canto da minha boca.
Sempre no meu coração.

Amo-te porque tu és tu.
Meigo, carinhoso, querido, sedutor, charmoso.
E porque és inteligente, brilhante, culto, viajado.
E porque sabes falar de tudo e sobre tudo.
E porque tens ternura na voz quando falas com toda e gente.
E porque és perspicaz, racional, cheio de lógicas que me faltam,
E porque acreditas no amor, e na felicidade, e no prazer.
Porque arranjas sempre um pedacinho do teu tempo para mim,
e para todo o resto infinito de mundo que precisa de ti.
E consideras importante ajudar tudo e todos,
sem pedir nada em troca, sem te lembrares sequer de pedir nada em troca.
Esquecendo-te de que também precisavas de quem te ajudasse.

Amo-te porque tu és tu.
E mesmo quando estás triste
tens um sorriso para me dar,
uma palavra bonita para me dizer,
um agrado  para me fazer.
Nunca és indelicado nem inconveniente.
Até nas alturas em que te coloco em confusões,
em que sou mais um problema do que uma coisa boa,
porque eu sou assim, um misto de doçura e explosão,
de irracionalidade e complicação,
ainda assim vens ter comigo quando te procuro,
e estás lá quando preciso de ti.

Amo-te quando me beijas,
e também te amo quando não tens vontade de me beijar.
Quero-te quando me desejas,
e também quando não tens desejo para me dar.
Adoro-te se me tomas nos braços, se me agarras, se me mexes
se me desarrumas e me apertas,
E adoro-te igualmente se ficas sentado no teu lugar
triste a falar,
ou apenas a pensar.
Amo o teu olhar quando está toldado de paixão,
e amo o teu olhar quando está húmido de lágrimas.
Sou apaixonada pelas tuas mãos quando me fazem gemer e suspirar,
E sou na mesma apaixonada por elas
quando ficam apenas quietas a descansar.
Sinto uma vontade danada, uma falta, uma sede, uma fome de ti,
quando te sinto encostado a mim, perto de mim, em mim,
e continuo a querer-te com a mesma vontade quando ficas apenas sem me tocar.
E continuo a amar-te quer me faças ir á lua e voltar,
como te continuo a amar quando queres apenas falar.

E porque queria tanto beijar-te, abraçar-te e ficar guardada em ti,
quanto te queria secar as lágrimas e não te ver chorar.
Porque em qualquer ocasião,
em qualquer forma e em qualquer lugar,
alegre, feliz, apaixonado
ou triste, confuso e amargurado
tu és sempre tu.
E mesmo sem saber explicar o porquê,
qualquer tu que sejas,
é sempre a ti que quero amar.

Porque eu só precisava de saber que ainda gostas de mim.
O porquê de te amar,
Desculpa, não te consigo explicar.

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