sonhando, escrevendo e imaginando

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Não me deixes ir embora! Pede-me para ficar!

Release me and let me love again,
é o título de uma canção bonita.
De uma daquelas canções
que fazem sonhar…
Mas se é o que eu quero?
Não! Nem pensar!

Sempre me prezei de viver a vida
da maneira que bem entendi.
Escolhi os amigos que eu preferi,
namorei com quem quis,
fui de quem tive vontade de ser,
deitei-me em todos os verdes campos em que me quis deitar.
Vadiei por todos os sítios aonde me deu vontade de passar.
Experimentei aonde iam dar todas as ruas
que me apeteceram explorar.
Saí da casa do meu pai
quando entendi que era altura de sair.
Casei com o homem com quem decidi casar.
Até depois,
os mais de vinte anos de deserto e solidão,
foram também porque resolvi acomodar-me e escolhi esperar.

Guiei os meus afectos,
convivi com as minhas paixões.
Tudo o que fiz,
foi sem dúvida, porque assim quis.
Sei que há pessoas que se dão de uma vez,
outras que se entregam aos poucos,
algumas que nunca chegam a ser de ninguém.
Eu sou uma mistura de todas.
E sou difícil de decifrar,
complicada de entender,
irrequieta de domar.

Mas continuo a escolher,
e a decidir qual o caminho por onde quero andar.
Qual a boca que quero beijar,
qual o amor que quero saborear,
qual a cama aonde me quero deitar,
e quem quero ter a meu lado, quando acordar.
Não me parece que tenha fraca auto estima,
nem que não saiba reconhecer o meu próprio valor…
Só gosto de dar uma oportunidade ao amor.
Dou sempre!
Se gosto de alguém,
confio, acredito.
Não concordo com quem me diz que estou a perder tempo,
a deixar fugir oportunidades.
Desculpem amigas,
mas sabem que não concordo com vocês.

Acredito que existem várias formas de amar,
várias maneiras de demonstrar amor,
consoante a personalidade da pessoa.
Para mim,
sempre foi tudo ou nada.
Quando amo, amo.
Sem reservas, sem restrições,
de corpo e alma,
quando abro os braços, já abri há muito tempo o coração,
sem medir espaços, sem precisar de fronteiras.
Mas compreendo que haja pessoas diferentes.

“Quem não me procura, não sente a minha falta,
Quem não sente a minha falta, não me ama.”
Já cansei de ouvir nos últimos tempos…
Calma… eu sei que é com boas intenções!
Mas será uma regra infalível, universal?
Não haverá excepções?
Eu quero acreditar que nem todos os amores
se enquadram nesta lei de bem amar.
Quero tanto acreditar!
Quero pensar que existem razões diferentes do simples descaso
que levam a que não se procure tanto,
a que se evite,
a que se precise de espaço,
a que se peça tempo…

Mas também me conheço
e sei que posso esperar anos,
se acreditar ,
se me sentir segura,
se tiver esperança.
Mas posso mudar em minutos,
se me desencantar,
se perder o fascínio…
Quando perco a confiança,
quando deixo de querer, de desejar,
um amor que era grande, ainda assim, pode não aguentar.
Ninguém me volta a pôr um dedo em cima,
quando paro de amar.

Por isso te peço,
meu amor,
Não me deixes ir embora!
Pede-me para ficar!
É só o que eu preciso.
Nada de promessas,
nem de juras de amor eterno.
Nada de planos mirabolantes,
nem de discursos rebuscados.
Só duas palavrinhas apenas e tens-me para sempre.
Diz “Fica comigo”, e eu fico.

Não digas nada
e vais-me perder.
Eu sei.
Eu conheço-me…

Desculpa!

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