sonhando, escrevendo e imaginando

domingo, 23 de outubro de 2011

Não vás!

Para tão longe não!
Vai até á esquina,
Vai até ao fundo do quarteirão…
Muda de bairro se queres,
Troca de cidade,
Mas para tão longe não!
Para sempre não!

Não te atrevas a ir,
A ficar ainda mais distante de mim!
Como faço para te encontrar depois?
Qual a estrada que me levará a ti?
Não conheço os caminhos fora daqui…
Nunca mais?
Para sempre?
Não vás… Para tão longe não.

Como vão ser os meus dias sem ti?
Se perder a esperança de te ouvir,
De te falar,
De te saber perto,
Alcançável,
Contactável…
Como vou acordar?
O que me vai fazer levantar,
Seguir, insistir, teimar?

Nenhuma música mais vai tocar,
Nem os pássaros vão cantar…
Não vou ter mais vontade de sorrir
o sorriso que me ensinaste a descobrir…
Não vou mais ser bonita.
Porque se sou bonita é tudo para ti,
mesmo sem me veres,
mesmo sem estares por aqui…

E tudo o que falo,
Faço,
Ou penso,
Tudo te pertence,
Tudo é na esperança de que me notes,
De que me chames
De que me queiras outra vez.

Para tão longe não!
Para sempre não!
Não me deixes ainda mais para trás!
Olha para mim,
No mesmo lugar aonde me largaste.
Eu esperei,
Não fui embora…
Fiz o que pude…
Não te atrevas a partir.
Não para tão longe.
Não para sempre.
Não para nunca mais…

Se fores,
Despede-te de mim primeiro,
para que eu me possa enfiar numa das tuas malas,
e ser passageira clandestina no teu coração.
Por esse mundo fora, até aonde o caminho nos levar.
Porque tu não me conheces ainda…
E não sabes que sou uma marinheira destemida,
Sem medo dos mares revoltos,
Nem dos portos desconhecidos.
Só quero é ficar contigo…

Como é que te posso deixar sair da minha vida, se eu te continuo a amar?
E se não estiver na minha mão impedir,
Porque nem tudo eu posso mudar,
Leva-me contigo, deixa-me ir,
Eu prometo que me sei comportar…

Para tão longe não… Por favor…

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