sonhando, escrevendo e imaginando

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fiquei de mal contigo

Ontem fiquei de mal contigo…
Fiquei triste,
Desiludida, magoada…
Com a lágrima a espreitar no canto do olho,
Como fico sempre
Que falam de maneira dura comigo.

Mais do que triste,
Mais do que magoada,
Fiquei a pensar,
Se de alguma maneira
Não estou enganada.

Porque eu só queria ajudar…
E tu devias ter percebido.
Porque não podes ser o homem mais inteligente do mundo,
E não teres entendido.
Não podes ser o mais sensível, o mais brilhante,
E agires comigo como se fosses apenas mais um,
Entre todos os outros infinitos uns.

E veio-me á lembrança
O que uma das minhas amigas,
Que acompanhou a nossa história,
Costuma dizer quando a massacro
Com conversas sobre ti.
O que a minha maninha linda
Me repete vezes sem conta quando lhe telefono.
E veio-me á lembrança aquela voz incómoda
Que sempre tento calar no escuro da noite,
E que fala dentro da minha razão
Com palavras que não me fazem
Bem nenhum ao coração.

“Egoísta, egocêntrico, indiferente, frio,
Incapaz de sentir ou demonstrar emoções”

Não pode ser!
Têm que estar enganadas todas elas.
Porque não te conhecem como eu.
Porque não estiveram contigo como eu.
Não tiveram as nossas conversas
E os nossos segredos.
Não falaram sem palavras
Nos nossos silêncios,
Não decifraram os códigos dos nossos enigmas,
Nem descobriram a combinação secreta de algarismos mágicos
Que abria a nossa fechadura.
Não estiveram contigo sózinhas.
Nem foi a elas que apertaste nos braços
E disseste palavras lindas de amor.
Por isso falam…

É, não é?
Eu não me podia ter enganado tanto assim, podia?

Seria impossível que te adorasse da maneira que adoro,
Que gostasse tanto de ti como gosto,
Se fosses esse monstro de egoísmo…
Se fosse tudo mentira,
Se não existisses sequer…
Porque se não fosses como eu sei que és,
Era o mesmo que não existisses.
Porque aí tinhas sido só um sonho,
Só uma ilusão,
Um delírio de mulher carente,
Numa noite quente de Verão…

Eu sei que foges para longe,
Que te escondes por detrás da protecção do muro
Que levantaste em nome da solidão.
E que julgas que estás seguro aí,
E que podes sofrer á vontade,
Que ninguém dá por ti.
E que se tirares todos que te amam
Do teu caminho,
Terás mais liberdade para chorar á vontade,
Porque te assiste o direito a sentires-te miserável.
Homem, isso não é forma de se viver!
Nessas escolas complicadas aonde te formaste
nunca ninguém te ensinou a ser feliz?

As outras pessoas estão enganadas.
A voz intrometida que fala na minha cabeça
Também está enganada.
Escolho não acreditar em nenhuma delas.
Vou continuar a apostar todas as minhas fichas em ti.
Vou continuar a colocar todos os ovos no teu cesto.
Não vou desistir de fazer com que percebas que podes sorrir.
Nunca é tarde para mudar.
A idade, o tempo, a formação, a criação,
Nada disso te vai condenar á solidão!
Só se eu não poder evitar.
Ainda me resta algum tempo para lutar…
Algum chão para andar.

Depois…
Não sei.
Posso falhar,
Posso fracassar…
Não, não posso!
Só de deixar de acreditar.

            Vais precisar de fazer muito pior, para me afastar.
            Vê bem no que te meteste, quando me foste cativar J

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