sonhando, escrevendo e imaginando

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Tão diferente, tão bom...

Ainda não me tinha dado bem conta do quanto sou pequenina!
Digo de tamanho mesmo…
Ainda não me tinha dado conta do quanto cansada estou…

Não tinha ainda descoberto que coisas simples também podem ser boas demais!

Conversas simples,
Passeios simples.
Olhares que são só olhares,
Palavras que não dizem mais do que aquilo que estão a dizer.
Sorrisos que são isso mesmo que parecem,
Apenas sorrisos de prazer.

É bom ouvir o barulho da chuva quando estamos em casa…
É bonito ficar a ver a chuva cair?

Será?
Quem sabe?
Nunca tinha pensado nisso assim, com palavras normais.

Nunca fui mulher de palavras muito normais…
Também nunca quase me falam assim.
Sem encobrir, sem jogar, sem exigirem de mim
golpes graciosos e certeiros de espadachim…

Pode alguém gostar da beleza delicada da praia,
Da cor dourada da areia quando o sol aquece e lambe docemente tudo a perder de vista,
Do azul turqueza da água do mar que reflecte melhor que todos os espelhos
A singeleza pincelada do céu em cima, em redor, por todos os recantos,
Pode alguém saber apreciar tudo isso
E mais ainda,
E falar assim,
Com palavras limpas,
Com frases objectivas,
Com um olhar franco a enfeitar um sorriso luminoso?

Pode.
Deve poder…
Pode não ser..
Sei lá,
Tudo pode acontecer.

Não sou bonita, desejável, apetecível?
Sou. Sei que sim.
Mas ele conseguiu resistir?
Gostou mas não encostou,
Apreciou e foi capaz de não mostrar que queria?
Existe algum homem que possa ficar assim perto,
Ao lado, mesmo á beira, a roçar, só estender a mão…
Sentir o calor do respirar,
E não me tente beijar? Agarrar? Ver se consegue avançar?

Só porque sim,
Porque é assim que entende que deve ser…
Sem pedir o telefone,
Sem pedir o email,
Sem deixar deslizar o beijo no rosto para mais perto da boca…
Sem pousar a mão em mim,
Sem me tentar sentir, nem acariciar?

E pode ser assim grande, enorme, forte e acolhedor?
E saber falar, e saber ouvir,
Segurar a porta para eu passar?
Deixar-me de água na boca, a pensar…
É! Eu… a pensar.

Gostei.
Achei diferente, achei gostoso.
E tem olhos lindos, bondosos…

Pode ser?
Sei lá…
Se calhar.
A sorte grande,
O primeiro prémio…

Não sei.
Melhor esperar.
Deixar andar…

Mas apeteceu-me estender a mão…
Fazer uma festa no rosto, para ver se era macio…
Era bonito! Deve de ser macio...
Apetecia encostar ao peito e ficar assim,
De olhos fechados,
Protegida.
Estou para ver quem me faria mal com ele por perto…
Lá mais para a frente…
Pode ser…

Calma, rapariga!
Aprende a esperar.
Acabas sempre por estragar tudo :))

Mas foi bom!

            Sabes que me deixou a pensar? Tão diferente de ti…

2 comentários:

  1. Querida Glória,

    Os cavalheiros, são espécie rara neste mundo. Espero que consigas que ele te mostre o quanto pode ser bom para ti. Dá-lhe esse tempo. Fico feliz, por ver-te caminhar em frente. Vou estar sempre aqui, lendo, "escutando", tentando perceber quando precisas de mim, ainda que ao longr.

    Um beijinho grande, amiguinha, e que consigas ser muito feliz.

    Anabela

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  2. Olá Anabela,
    Desculpa, não tinha visto este teu comentário. Não caminhei em frente. Espreitei só pela abertura de um caminho... De vez em quando faço isso. Sabes que nem sei o que é pior? Se a tristeza de não experimentar, se a desilusão de sempre me enganar... Mas tens razão, cavalheiros são espécie rara neste mundo. Cavalheiros e homens simples, normais. Não vai haver tempo nenhum, Anabela. Não desta vez, pelo menos. Não com este cavalheiro :)) Enfim...
    Difícil também querer começar algo novo, com outro amor no coração.
    Obrigada pela tua atenção, e por estares sempre por perto! Todos os dias preciso de ti, amiga. Não vás embora daí.
    Beijinhos grandes, e sê também feliz! Caramba, há-de chegar o dia, não há-de? Ainda nos vamos rir muito destes sofrimentos todos, vais ver!

    Glória

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