sonhando, escrevendo e imaginando

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Apareceste, como sempre

Apareceste como sempre.
Misterioso…
Vindo nunca sei bem de onde,
Trazido não sei porque ventos…
Mas apareceste…
Como sempre.
E não me deixaste afundar.
Obrigada,
por me teres vindo salvar.

Não é da forma mais comum.
Não fazes como toda a gente faz.
Não és assim como está escrito nos manuais.
Sempre chegas de maneira diferente.
E vens pensativo,
Ousado,
Cansado…
Vens apenas homem!
O meu homem!
Lindo, bonito, perfeito.
O homem que eu quero ter de todas as formas,
Em todos os lugares,
Que não me canso nunca de admirar.

Apareceste como sempre,
e dissipaste as minhas trevas.
Limpaste o meu nevoeiro.
Acendeste o meu sorriso
que estava prisioneiro
num esgar triste e derrotado.
Fizeste comigo como sempre costumas fazer.
Fiquei agitada,
esperançosa,
mexida,
balançada.
A morrer de amor e de desejo!
Deixaste-me mulher,
fraca,
excitada.

Vê se te demoras mais um pouco comigo desta vez.
Não desapareças assim que romper a madrugada.
Nem me vires costas quando a noite voltar.
Fica comigo não só quando o sol brilha.
Fica comigo quando começar a nevar…
Não tenhas medo do frio,
É lá fora,
Eu não deixo entrar.
Tomo bem conta de ti,
Prometo…
Podes ficar.

Sei que é difícil confiar,
Sei que é difícil acreditar.
Adivinho pelas tuas cicatrizes,
o quanto que o mundo te andou a magoar…
Mas eu não estava nessa altura.
Tens-me a mim, agora.
Podes sossegar.

Apareceste como sempre.
Ouviste-me chamar.
Mesmo quando não te vejo,
é como se me estivesses a observar.
E adivinhasses exactamente
qual a altura em que não consigo mais aguentar.
Sem que eu precisasse de falar.
Posso lá eu deixar de te amar?

Mas ainda não estou muito bem.
Espera mais um pouquinho.
Podes-te aproximar.
Vem,
Anda,
Eu deixo-te encostar.
Só para me apertares de encontro ao teu peito,
Só para ouvir o teu coração bater,
Numa urgência enorme de respirar.

Podes sentir o meu coração bater também.
Correr, galopar,
Explodir de desejo.
Podes pôr a mão.
Se não encontrares logo,
segue,
podes procurar…
Vai começar a bater tanto,
que não vais ter mais como ignorar!
Encosta o ouvido,
para escutar…
Bate que bate…
Pára de ouvir agora, podes provar.
O amor sente-se
Com todos os sentidos.
Aprendi contigo.
Deixo-te experimentar.

Apareceste como sempre.
Amo-te tanto,
Amo-te muito,
Deixa-me ir contigo,
Ou vem para ficar.
Não me tornes a abandonar.

Está escuro e frio lá fora.
Amanhã continuamos a conversar.

Põe uma música bonita, deixa a tocar…

2 comentários:

  1. Belos versos, querida amiga, foi tanto tempo sem escrever no seu blog que nem meu nome consta mais da sua lista de participantes, porém ainda espero que breve eu me mude finalmente e possa voltar a atividade normal do blog e conseguir ler todos os seus lindos textos. A propósito consegui postar um para o Natal, desejo-te tudo de bom neste Natal, muita paz, saúde e sucesso, muitos bjos. Cristina

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  2. Olá Cristina,
    Mas eu também já tinha reparado que o seu nome desapareceu dos meus "seguidores". Fiquei triste, porque a Cristina foi a minha primeira seguidora! Lembra-se? Parece que foi há séculos! Calculo que tenha sido algum problema do google... Mas não faz mal nenhum. O que interessa é que a Cristina continua a ler sempre que pode, e continua a gostar.
    Também espero que finalmente essas suas andanças em torno da casa, se componham! Já lá vai tanto tempo, não vai? Quase um ano! Não é só em Portugal que os assuntos demoram a serem resolvidos, está visto! Mas agora já há-de faltar pouco, e logo, logo estará instalada na sua casinha.
    Vou passar agora mesmo pelo seu blog para ler o seu texto.
    Obrigada pelo comentário, Cristina. Que tudo corra muito bem consigo, e com todos os seus.
    Ainda não tenho os meus planos de Natal muito bem definidos. A minha vida deu uma reviravolta completa desde que parámos de nos escrever com tanta frequência. Depois conto-lhe... Mas desejo que tenha um Natal muito, muito feliz, cheio de prendas no sapatinho e alegria no coração! Ainda nos falamos antes disso, espero eu!
    Muitos beijinhos para si.
    Glória

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