sonhando, escrevendo e imaginando

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal, meu amor!

Feliz Natal, meu amor.
Não era muito o que tinha para te dizer…
Nem muito complicadas as palavras que tinha guardadas para ti.
Um beijo, um carinho, uma carícia no rosto…
Um sussurro misturado num afago.
A fotografia que me deste,
Emoldurada para veres.
-Feliz Natal, meu amor.

Não te queria invadir,
Não te queria perseguir.
Tinha saudades, só saudades.
Queria recordar a que soa a tua voz.
Queria lembrar a que sabem os teus lábios
Quando me beijas na boca.
Queria sentir o toque da tua mão
Quando corre o meu corpo numa intimidade sem fim.
-Feliz Natal, meu amor.

Desculpa…
Não faço mais.
Não te procuro mais sem avisar.
Deixo-te sozinho na agonia que escolheste,
Porque não consigo forçar as tuas defesas,
Porque sou fraca demais para lutar contra ti,
E porque não sei como te salvar de ti próprio.
Também porque fiquei muito triste desta vez.
-Feliz Natal, meu amor.

Prometo que vou tentar.
Prometo que vou procurar.
Hei-de encontrar outro alguém para pôr no teu lugar.
Posso ter quem eu quiser.
Não é muito fácil dizer-me que não…
Só tu não me vês.
Só tu não percebes
O meu andar balançado,
Os meus caracóis nos cabelos compridos e desmanchados,
O meu sorriso bonito,
O meu corpo bem torneado…
-Feliz Natal, meu amor.

Podias ainda ser feliz…
Tu e eu, podíamos ainda ser muito felizes!
Se não fosses tão fraco,
Se não tivesses tanto medo.
Se fosses um bocadinho parecido com o homem
Que eu conheci e que tu eras…

Se viesses atrás de mim.
Me segurasses pelo braço, chamasses o meu nome,
Me fizesses parar de andar,
Se me encostasses de encontro á parede.
E te encostasses a mim, me apertasses, me abraçasses…
Se me beijasses com loucura,
E me fizesses fechar os olhos
Deitar a cabeça para trás,
Abrir a boca e suspirar de prazer.
Se me levantasses a blusa,
Se abrisses o fecho do meu soutien,
Se percorresses num afago com os teus lábios
os meus seios em chamas,
Se a tua mão se enfiasse
Por dentro das minhas calças de ganga apertadinhas,
Se me desapertasses,
Se desviasses o obstáculo das calcinhas,
E me levasses á loucura,
E me encontrasses mais do que preparada
Morta de amor,
Trémula, encharcada…
Se entrasses em mim devagarinho
Como gostavas de fazer,
E me sussurrasses ao ouvido,
E te abandonasses sem medos,
Sem receios,
Só gozo,
Só prazer…
Se…
Se…
Se…
Se chegássemos os dois ao outro lado do universo
Ao mesmo tempo,
Transpirados,
Exaustos
Recompensados de tanto sofrer…
Por entre os últimos gemidos
Ainda te conseguiria dizer
-Feliz Natal, meu amor.

Que pena que não é assim!
E que estou a passar de novo em frente aonde tu estás.
E que não posso descer para te ver.
Nem posso telefonar a perguntar como vais.
E que cada dia que passa,
Ficas mais longe de mim,
Mais distante,
Mais perdido de nós.
Ainda temos tempo…
Ainda me podes chamar,
Vê se sentes saudades minhas, caramba!
Vê se sentes ciúmes,
Raiva,
Desejo
Tesão,
Seja o que for…
Porque fácil, muito fácil
É deitar-me com alguém,
Fácil, muito fácil
É matar a minha sede de beijos, de abraços,
Calar a voz do corpo carente de carinho.
Difícil vai ser não ter como te dizer
-Feliz Natal, meu amor.

                                Tem um Dia de Natal muito feliz, amor do meu coração.

2 comentários:

  1. Anónimo,
    Fico feliz por ter gostado. Se gostou, talvez tenha um amor parecido, talvez seja o alvo de um amor parecido. Se ama alguém complicado, não desista... quem sabe acaba por valer a pena, quem sabe a dor de desistir é bem maior do que a angústia de continuar... Se é alvo de um amor parecido, vá lá, procure a pessoa, chame-a, fale-lhe, beije-a. Não perca a oportunidade de ser feliz. A vida passa tão depressa... depressa demais. Estou a conseguir senti-la a passar...
    Beijinhos,
    Glória

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