sonhando, escrevendo e imaginando

sábado, 14 de janeiro de 2012

Vou escolher sempre acreditar

“Quem cala consente”
“Quem cala não é filho de boa gente.”

E eu tive tanto medo que te calasses,
E que não respondesses…
E tive tanto medo de que não te importasses sequer em te justificar,
E eu já não te merecesse nem o incómodo de uma explicação.
E não tivesse já nem um espacinho pequenino no teu coração.

Mas claro que não acreditei!
Passada a dor do primeiro momento,
Passado o choque que sempre sinto quando me dizem coisas más.
Digerida aquela angústia na alma,
Que senti ao ver o teu nome assim misturado,
Sujo e difamado…
Passado isso,
Claro que não acreditei!

Nem podia acreditar.
E tu lá podias fazer aquelas coisas horríveis,
E seres um homem perverso?
Tu que és calmo, meigo e doce
Duma inocência que desarma,
Duma simplicidade clara que ao principio nem pensei que fosse natural…
Até te conhecer melhor,
Até te começar a amar.

Mas estava muito triste,
Porque te demoraste um bocadinho a explicar.
E eu pensei que já nem te importasses mais,
Com o que eu pudesse pensar.

Mas depois quando me disseste,
Aquilo que eu já sabia,
Mas que me soube tão bem ouvir de novo,
Que era mentira
Que era inventado,
Que era calunia,
Fiquei tão feliz!
Não porque tivesse duvidado,
Fiquei feliz porque tinhas vindo a mim,
Para me sossegar,
Para esclarecer,
Para justificar.
E porque isso quis dizer que ainda te interessas
Com o que eu possa pensar.

Para eu desconfiar,
Era preciso que não te conhecesse.
Era preciso que não tivesse passado horas, dias a falar contigo,
Era preciso que não tivesse olhado dentro dos teus olhos bonitos,
Que não tivesse sentido o carinho da tua voz,
Que não soubesse o teu jeito meigo de falar,
Que tivesse esquecido a ternura que pões em tudo que fazes…
Era preciso que eu tivesse esquecido
que mesmo quando me tinhas nos teus braços, perdida,
Arranjaste maneira de perguntar,
Se podias, se eu te deixava entrar…

O que plantamos colhemos depois.
Em mim só plantaste coisas bonitas,
Alegria, esperança, sinceridade, franqueza.
De mim só vais receber coisas bonitas também.
Confiança, admiração, respeito e todo o amor do mundo.

Nunca duvidei de ti por um instante sequer.
Mas soube-me tão bem
Que te tivesses vindo explicar!

            Palavras… são muito pouco para nos separar. Vou escolher sempre acreditar.

2 comentários:

  1. E quem não se sente não é filho de boa gente !

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  2. Olá, boa tarde
    Isso mesmo, "quem não se sente não é filho de boa gente". Pior ainda "quem cala consente". Porque enfim, convenhamos, não temos culpa de não sermos filhos de boa gente... Agora se consentimos, é porque damos razão ao que dizem.
    Felizmente, ele sentiu-se, e não se calou. Foi o que bastou para mim.
    Obrigada pelo seu comentário.
    Beijinhos,
    Glória

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