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A mostrar mensagens de Abril, 2012

Eu sei que vais ter saudades minhas

Eu sei que um dia vais ter saudades minhas, E vais ficar com pena do tempo que julgas que perdeste… E vais querer voltar atrás para dizer tanta coisa que não disseste…
E vais-te lembrar de mim, Vais recordar aonde íamos, O que dizíamos, As maluquices sem fim que fazíamos…
Vais recordar já com ternura, Os planos que eu tecia, Os castelos de ilusões que construía, O mundo de fantasia em que eu vivia…
E eu sei que vais sentir saudades minhas.
E vais pensar que podias… Que devias… Que se tivesses feito… Ou se tivesses dito Doutra maneira, A vida podia ter sido de outro jeito…
Não, não podia!
Não faço por mal… Só não sei ser diferente. Não sei ser como é toda a gente. Eu ou sou fria, ou sou quente… E mudo tão de repente, Estou presente, E logo a seguir ausente, Assim… Constantemente.
Pessoa nenhuma devia ter que viver com alguém assim.
Mas eu sei que vais sentir saudades minhas.
Sempre que ouvires rir mais alto, Ou que escutares cantar sem motivo, Ou que um soluço triste roçar de leve o teu ouvido… Vais recordar As vezes e…

Dá-me um like...

Dá-me um like, Põe-me um gosto… Rouba-me para ti. Leva-me no bolso. Que eu até aposto Que vamos ser muito felizes por aí, Enquanto tu quiseres estar perto de mim.
Porque hoje estou num daqueles dias, Em que me excita Até o vento que me afaga o rosto.
Tenho alturas assim! Em que a vida é mais cor de laranja, E em que o céu fica azul mais garrido! E sinto um apelo que me chama, Um som primitivo de há muito tempo ido! E o coração preso dentro do peito arranha, E o corpo vibra com ânsia, estremecido.
Dá-me um like, Põe-me um gosto… Chega devagarinho, Mexe em mim de mansinho, E sussurra-me ao ouvido. Da maneira que eu gosto. Passa a tua língua devagar no meu rosto, Faz o meu coração bater enlouquecido…
Ou chega depressa, Como quem traz fome, E encosta-me á parede, E chama o meu nome. E aperta-me a ti, E levanta-me o vestido. Ama-me sem maneiras, Sem cortesias, Nem educação… Hoje não quero ser senhora, Ou menina cheia de fantasias, Hoje só quero sentir paixão.
Ou aconchega-me ao colo, E faz-me uma caricia no cabelo… E protege-me…

Homem complicado...

Nem tão inteligente, Nem tão brilhante… Nem tão maravilhoso, Nem tão bom amante…
E sem culpa nenhuma que eu tivesse querido ver nele Um homem diferente.
Nunca prometeu, Nunca se envolveu Mais do que aquilo que era preciso. O engano, Se o houve, Foi só meu. Eu é que sou assim, Sempre sonhadora, tola, sempre sem juízo.
Eu é que sonho, E eu é que me apaixono. Sozinha. Sem ninguém quase precisar fazer por isso. E julgo que consigo alegrar o meu coração tristonho, E ignoro todos os sinais, Todos os indícios. Vejo só o que não me faz sofrer demais, Não perceber demais, E ponho magia aonde nem sequer houve feitiço.
E que culpa teve ele disso?

Não é forte como eu pensava… Nem o homem magnífico de quem me orgulhava… É só um homem cansado… Em busca de nada. Torturado, Desanimado… Não é mau, Não é ruim… Talvez a vida o tenha feito assim. Mas a chuva dos últimos dias Tirou-lhe o brilho de encanto Com que sempre brilhava para mim.
No entanto, Ele não me mentia, eu é que insistia em vê-lo assim…
Um homem de brio também erra. Um homem de …

Quando é que fui pequenina assim?

Vi uma fotografia antiga, de meninos que brincavam soltos numa estrada de terra batida…
Quando é que fui pequenina assim? Quando é que ri no escorrega de um jardim? Quando é que brinquei sem preocupações no pátio da minha casa? Nas pedras da minha rua? Em que ano da minha idade me deixaram rir e fazer barulho? Falar alto e andar despenteada? Esfolar os joelhos, ou só ficar sentada?
Quando é que fui pequenina assim, Que não me consigo recordar?… Sem ralhos, Sem descomposturas, Sem medo de falhar? Só feliz como as crianças todas, Sem ter sempre que ganhar!
Porque é que eu tinha que ser a melhor, a mais inteligente, A mais esperta, a mais brilhante? Porque é que me guardavam atrás da grade da varanda Mas queriam que eu soubesse correr solta lá fora? E eu não podia ser maria-rapaz cavalona, Mas tinha que ser forte, corajosa e valentona!… E era mariquinhas se chorasse, E perdia valor, E perdia dignidade, Mas não me permitiam rir com gosto, com vontade! E porque não tinha amor nem carinho, Tinha juízo, tinha tino, Mas…

Não era para ser...

Espera… Não era para ser…
Porque é que estou a pensar em ti? Porque é que me dá vontade de sorrir quando lembro de ti? Não devia… Espera… Não era para ser…
Só de passagem… Não era? Foi o que combinámos… Não, nem falámos! Não deu tempo… Foi muito louco! O tempo era pouco… Nem chegámos a conversar… Foi só chegar perto, Tocar, queimar, Deixar incendiar…
Mas era para ser leve, solto, como uma aragem… Coisa maluca Sem motivo… Porque é que ainda não te tirei do pensamento? Que estás afazer no cantinho do meu olhar? Não te chamei… Não te ouvi bater para entrar…
De mansinho… Entraste sem eu dar conta? Vieste misturado num abraço apertado? Ah, já sei! Vieste junto com um beijo molhado! Não me apercebi!... Deste com o caminho Ou fui eu que pedi?
És só uma imagem… Não és? Um rosto atraente, Um olhar… Que eu gosto de reparar. Meigo, triste, guloso… Uma boca gostosa Aonde me apetece beijar. És só uma loucura, Uma aventura, Uma paixão, Um desejo forte, tesão… Calor entre as pernas, excitação.