sonhando, escrevendo e imaginando

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Homem complicado...


Nem tão inteligente,
Nem tão brilhante…
Nem tão maravilhoso,
Nem tão bom amante…

E sem culpa nenhuma que eu tivesse querido ver nele
Um homem diferente.

Nunca prometeu,
Nunca se envolveu
Mais do que aquilo que era preciso.
O engano,
Se o houve,
Foi só meu.
Eu é que sou assim,
Sempre sonhadora, tola, sempre sem juízo.

Eu é que sonho,
E eu é que me apaixono.
Sozinha.
Sem ninguém quase precisar fazer por isso.
E julgo que consigo alegrar o meu coração tristonho,
E ignoro todos os sinais,
Todos os indícios.
Vejo só o que não me faz sofrer demais,
Não perceber demais,
E ponho magia aonde nem sequer houve feitiço.

E que culpa teve ele disso?


Não é forte como eu pensava…
Nem o homem magnífico de quem me orgulhava…
É só um homem cansado…
Em busca de nada.
Torturado,
Desanimado…
Não é mau,
Não é ruim…
Talvez a vida o tenha feito assim.
Mas a chuva dos últimos dias
Tirou-lhe o brilho de encanto
Com que sempre brilhava para mim.

No entanto,
Ele não me mentia, eu é que insistia em vê-lo assim…

Um homem de brio também erra.
Um homem de valor também se engana.
E toma por vezes caminhos pelos quais se apaixonou na Primavera.
Mesmo quando o Inverno chega, e o Verão já era...

Mas um homem que sabe o que quer,
Não muda de valores,
De ideias, de amores,
A cada semana.

Homem que é homem
Não pode ser como o camaleão
Que muda a cor
Conforme lhe põem a mão…

Mas ele nunca fingiu ser modelo de perfeição...
Eu é que sempre o vi com olhos de coração.

E as palavras que ele me dizia,
Afinal,
Nem eram tão só dele assim.
Muitos mais já mas têm dito…

E as frases que ele me escrevia,
Afinal,
Nem eram tão únicas como eu as lia,
Quantas iguais já me têm escrito…

Até a forma como ele me amava,
Até os beijos molhados que ele me dava,
O prazer que eu sentia quando ele me tocava,
Tudo,
Tudo isso,
Não é, afinal, tão diferente assim!

Aquele calor delicioso entre as pernas,
Aquela humidade que crescia sem fim,
Aquele gemido gostoso
Que eu sempre dava
Quando ele se encostava,
Quando ele pegava em mim,
Qualquer um com jeito consegue,
Qualquer um a quem eu queira que me leve,
acende essa chama breve…
E me faz sentir mulher até ao fim.

Mas ele nunca pretendeu ser o melhor amante do mundo…

Amava como queria, e como sabia…
Amava do mesmo jeito como vivia...
Por cima da primeira onda que via,
nunca se perdendo em mar profundo.

Eu é que quis fazer dele um amor perfeito,
Guardá-lo sempre no meu peito,
Levá-lo comigo para todo o lado…

            A falha foi minha, não tua, homem complicado… No que a mim diz respeito, sorri… eu vou gostar sempre de ti.




4 comentários:

  1. Olá! Gostei deste texto, muito bonito
    beijinhos

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  2. Olá, Nanda, boa tarde!
    Que bom que gostou! Beijinhos também para si!

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  3. Houve um tempo em que tu eras um homem e Eu, uma mulher. ..... Isso não foi complicado. Tempos em que eu sentia e que Tu eras aquele tempo ... No fim hoje um simples amor a recordar
    Um abraço amigo

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    1. Tempos tão bons, Palapala, que agora o que vem depois perde sempre...perdeu-se a magia, perdeu-se o encanto. Mas nunca será apenas um simples amor a recordar. E ele sabe disso.
      Abraço e beijinho amigo para ti! Obrigada

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