sonhando, escrevendo e imaginando

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Nunca tinha tido assim...

Nunca tinha tido assim,
Só porque é bom,
Só porque sim…
Se a minha mãe soubesse…
Se adivinhasse…:))

Sem mais complicações,
Nem combinações,
Nem depois de amanhã,
Sem ter que dar explicações…

Nunca foi o meu género.
Sempre gostei de romance,
De pormenor,
De fantasia…

Preferi todas as vezes, os amores complicados,
Com enredos trabalhados,
Palavras bonitas,
Conversas tentadoras,
Diálogos incrementados…

Nunca tive assim,
Só porque é bom,
Só porque sim…

E não me apetece mudar,
Nem estabelecer padrões,
Nem dar regras,
Nem escutar opiniões…

Ele liga,
Eu vou.
Nunca sabemos bem quando,
Nunca sabemos se vamos poder,
Ás vezes vamos,
Ás vezes não chega a acontecer…

E não fico zangada,
Nem fico triste,
Nem espero mais nada.
Porque mais nada existe.
Nem promessas nem compromissos.
Nem atrasos,
Nem deslizes…

E não tenho que dar mais nada.
E posso guardar o meu coração comigo.
E só entrego o que me apetece entregar,
Entre uma caricia,
E um gemido…
Nada mais me é pedido.

E gosto
Porque sou mulher,
Porque sinto,
E não tenho medo de sentir.
E tenho desejos,
E me apetece prazer,
E gosto da maneira que ele tem de me mexer.

Se a minha mãe soubesse,
Se adivinhasse…
“Ainda quando é por amor,
Vá..”
Fantasias de rapariga que gosta de sonhar,
Agora assim,
Só porque é bom?
Só porque sim?

É só chegar,
É só agarrar,
E ficar,
E gostar…
Nunca tinha tido assim…
Mas… estou a adorar.

O perigo não é o de ele se apaixonar,
Ou de me querer,
Para lá do ficar.
Está acostumado,
Sabe como lidar…
Perigo é eu começar
A pensar,
A misturar.
A abrir os olhos em vez de fechar,
Quando ele me estiver a beijar.

Perigo é eu não querer que ele vá,
Depois de acabar.
Perigo é eu começar a sonhar…
E responder com um sorriso
Misturado no olhar…

Perigo é se ele me faz deixar de querer ir,
E se me mostra que posso gostar
Do mundo bonito que tem para me dar…
E se damos um pelo outro,
De facto,
A namorar…

Porque há muito tempo ninguém me beijava
Do jeito louco e selvagem
Que ele me costuma beijar…
Não sei se com ternura,
Não sei se com carinho,
Se apenas meiguice de sexo,
Sem outro sentimento misturado,
Mas ainda assim gostei muito
De ele me ter perguntado,
Se eu estava bem,
Se me tinha magoado…
Dentro dos olhos dele vi uma luz
Que ultimamente não tenho encontrado.
E uma forma de olhar diferente,
Meio perdida,
Meio admirado…

            Desta vez está a passar perto demais… O que esperavas? Que mais ninguém desse por mim? Ainda me podes agarrar…

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