sonhando, escrevendo e imaginando

domingo, 22 de julho de 2012

Só porque sim...


É mesmo preciso saber porquê?
São mesmo necessárias razões?
Só porque sim,
Só porque é bom,
Nunca chega?
Nunca é suficiente?

“Não te percebo… porque és assim?”
E eu não sei como sou.
Sei apenas que não preciso cobrar.
Nem exigir,
Nem resgatar
O que um dia dei por amor.
Porque me apaixonei,
Porque soube bem…

E não sei odiar alguém a quem amei.
E não gosto de ficar de mal com quem um dia gostei…
Dentro do meu coração,
Cada amor continua vivo.
Cada beijo,
Cada caricia,
Cada toque quente…
Tudo, tudo
Revive de vez em quando
No sossego da noite. 

E aí, são tantos os abraços que me vêm abraçar!
Tantos os carinhos que me vêm afagar…
Olhos de várias cores,
Vozes com vários sons…
Beijos com vários sabores a língua molhada…
Tão bom!
Tão melhor quando ficamos assim,
De bem
Em paz com todos os amores,
Com todas as paixões.

E é tão fácil fazerem-me chorar!
Tão simples fazerem-me ficar triste,
Deixarem-me mal!...
Sempre fui piegas,
Chorona a troco de nada…
Sensível até ao tom de voz que soa diferente…
Sensível até á brisa que sopra menos quente…
E foi tanta sorte que tive!
De todos a quem amei,
De todos por quem me apaixonei,
Nunca nenhum me falhou,
Nunca nenhum me magoou…
Trago um bocadinho da cada um deles,
Comigo,
Para sempre,
Num lugar bonito do meu coração.

Que só continuem a cruzar o meu caminho pessoas boas…
Amores carinhosos…
Paixões abrasadoras…
Preciso tanto de todos eles,
Quando o escuro fica ainda mais escuro,
E o relógio perde os minutos no frio molhado do nevoeiro…

Se algum dia um dos meus amores ressuscitar, reaparecer?
Como?…
Se nem um único chegou a morrer…
Se todos ficaram comigo sempre, por inteiro.
Da maneira gostosa e de graça que sempre me dei,
E que sempre recebi.
Da maneira de amar que é minha, e que eu inventei.

            Não é preciso perceber, só é preciso sentir, mesmo sem entender…


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