sonhando, escrevendo e imaginando

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Senhor de todos os sonhos...


Tudo tem o seu preço.
Eu sei,
Mas às vezes esqueço.
Quanto custa,
Quanto te devo?

Apanhaste-me numa má altura…
Desprevenida,
A contas com a vida…

Mas vamos pôr a escrita em dia…

Quanto por cada sorriso?
E o que cobras pela frescura de uma fantasia?
O que me levas por uma caricia,
Qual o preço de uma miragem
Se a tiver a meio da viagem?

Sou má a negociar,
Não sei regatear…
Pago o que mandares buscar…
Sou diferente de ti,
Diferente de quase toda a gente…
Sou como o sol quente,
Dou de graça, sem nada cobrar.

Quanto te devo
Por cada sonho que me deixaste sonhar?
Apesar
De cada um deles depois acabar…

Não chega já,
Não estás cansado de brincar?
De mover as peças no teu tabuleiro de xadrez,
De ficar de lado a apreciar?

Vergonha para ti que és mau,
Que te ris quando estou a chorar…

E eu gostava de ti,
Bem feito, deixei de gostar!

Cede-me um beijo,
Empresta-me um abraço,
Colo gostoso para deitar…
Ombro aonde encostar…
Serve ter coisas para trocar?
É uma forma de pagar…

Eu pago em esperança,
Eu pago em alegria,
Em não deixar de acreditar.
Pago em risos,
Com a magia simples de cada dia a começar.

Fico com menos cor-de-laranja para mim,
Mas… negócios são mesmo assim…

Tudo tem o seu preço.

Eu sei,
Mas às vezes esqueço.
Quanto custa,
Quanto te devo?

Manda recolher os homens de fraque,
Pára de me fazer chorar.
Estás-me a assustar…

Quanto tempo ainda demora a minha conta a saldar?


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Desarrumei a tua paz...


Desculpa ter deixado cabelos na tua banheira…
Desculpa ter desarrumado os lençóis da tua cama…
E ter entrado na tua vida como um furacão…
E ter tocado no teu coração.

Eu sei que gostas de paz…
A mim tanto me faz…
Quero é ser feliz…

E fiz,
Eu sei que fiz
Barulho no silêncio organizado da tua vida.

E confundi,
Eu sei que confundi
As tuas ideias de tranquilidade garantida.

Desculpa…

Mulheres são assim…
Quase todas parecidas,
Quase todas iguais a mim…

Choram,
Cantam,
Riem.
Gostam de andar de mão dada na rua.
Gemem quando têm prazer…
Não saberia nem como deixar de o fazer…

E amarrotei a tua camisa,
E alarguei a tua gravata…
Eu e os homens de gravata:)))
Não pendurei a toalha no sítio certo…
Insisti em dormir encostada, perto…

Desculpa…

Eu sei…
Sou espaçosa,
Não conheço o meu lugar,
Invado o coração de quem estou a gostar…

E tu queres sossego,
E não queres andar a pé na rua.
E não gostas de entrar e sair, só por entrar e sair,
E tens sempre hora programada
E sabes sempre o lugar certo aonde ir.

Eu para ti sou complicada.
Porque não faço planos,
Nem tenho compromissos com agenda marcada.

Eu sou selvagem,
Livre,
Quase tudo, quase nada…

Desculpa…

Não leves a mal ter-me encostado,
Ter-me roçado,
Ter-me agarrado para não cair.
Ter-te beijado quando estavas a olhar para o lado,
Ter-te provocado até não poderes resistir.

E fiz-te suspirar
E fiz-te gemer,
E fiz-te pedir…

Qual deles és tu?
O que me ama de noite,
Me diz coisas lindas,
Me faz feliz?

O que acorda de manhã com vergonha?
O que quer a casa de banho arranjada?
O que não dá, que não aceita nada?

Experimenta…
O gosto doce da vida.
Deixa-te ir…
Sem defesas, sem medos…
E depois, que tem, se cair?
A gente levanta-se!
A gente consegue!
A gente sempre chega até aonde quer ir.

Paz é estar feliz.
Paz não é passar a vida toda a dormir.
Paz é o que sentiste depois de me ter…
Aquela coisa gostosa que entra em nós, e só depois então adormecer.

Mostrei-te que há luz, ainda me devias era agradecer:))))
Desarrumei-te a casa,
Desarrumei-te a vida,
Mas foi bom, não foi? Eu sei que sim, não precisas nem dizer!...