sonhando, escrevendo e imaginando

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Desarrumei a tua paz...


Desculpa ter deixado cabelos na tua banheira…
Desculpa ter desarrumado os lençóis da tua cama…
E ter entrado na tua vida como um furacão…
E ter tocado no teu coração.

Eu sei que gostas de paz…
A mim tanto me faz…
Quero é ser feliz…

E fiz,
Eu sei que fiz
Barulho no silêncio organizado da tua vida.

E confundi,
Eu sei que confundi
As tuas ideias de tranquilidade garantida.

Desculpa…

Mulheres são assim…
Quase todas parecidas,
Quase todas iguais a mim…

Choram,
Cantam,
Riem.
Gostam de andar de mão dada na rua.
Gemem quando têm prazer…
Não saberia nem como deixar de o fazer…

E amarrotei a tua camisa,
E alarguei a tua gravata…
Eu e os homens de gravata:)))
Não pendurei a toalha no sítio certo…
Insisti em dormir encostada, perto…

Desculpa…

Eu sei…
Sou espaçosa,
Não conheço o meu lugar,
Invado o coração de quem estou a gostar…

E tu queres sossego,
E não queres andar a pé na rua.
E não gostas de entrar e sair, só por entrar e sair,
E tens sempre hora programada
E sabes sempre o lugar certo aonde ir.

Eu para ti sou complicada.
Porque não faço planos,
Nem tenho compromissos com agenda marcada.

Eu sou selvagem,
Livre,
Quase tudo, quase nada…

Desculpa…

Não leves a mal ter-me encostado,
Ter-me roçado,
Ter-me agarrado para não cair.
Ter-te beijado quando estavas a olhar para o lado,
Ter-te provocado até não poderes resistir.

E fiz-te suspirar
E fiz-te gemer,
E fiz-te pedir…

Qual deles és tu?
O que me ama de noite,
Me diz coisas lindas,
Me faz feliz?

O que acorda de manhã com vergonha?
O que quer a casa de banho arranjada?
O que não dá, que não aceita nada?

Experimenta…
O gosto doce da vida.
Deixa-te ir…
Sem defesas, sem medos…
E depois, que tem, se cair?
A gente levanta-se!
A gente consegue!
A gente sempre chega até aonde quer ir.

Paz é estar feliz.
Paz não é passar a vida toda a dormir.
Paz é o que sentiste depois de me ter…
Aquela coisa gostosa que entra em nós, e só depois então adormecer.

Mostrei-te que há luz, ainda me devias era agradecer:))))
Desarrumei-te a casa,
Desarrumei-te a vida,
Mas foi bom, não foi? Eu sei que sim, não precisas nem dizer!...


4 comentários:

  1. Linda esta tua poesia.
    Porque o amar e sentir o presente pela sua forma normal com o amor.
    Porque amor a gente sente, não explica.
    Esta tua veia poética me encanta. Abraço amigo

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    1. Olá, palapala, boa tarde!
      Amor a gente só sente, isso mesmo. Mas fazer entender isso a certas pessoas é complicado!... Explicar, analisar, perceber, nada disso fica bem com o Amor.Pena, porque quem não percebe, deixa passar a felicidade por perto, e nem se lembra de estender a mão para a apanhar. Obrigada pelo teu comentário! Abraço e beijinho amigo para ti!

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  2. Linda, forte, precisa, no desarrumar gostoso das horas, da vida...
    Parabéns, Glória. Um beijinho no coração.

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    1. Beijinho também para ti, Milly, no coração. Obrigada por teres gostado, e por teres comentado. Desarrumação pode ser uma coisa tão gostosa, quando perdemos a necessidade ridícula de cumprir todas as regras, todas as conveniências... <3 <3 <3

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