sonhando, escrevendo e imaginando

domingo, 23 de setembro de 2012

É como sou, é o que faço...


Sou um fogo sem fim a arder,
Aonde os outros são pequena fogueira…
Sou uma tempestade que vem e que arrasa,
Que destrói estátuas,
Que rasga bandeiras…

Perco-me sem pé no espaço,
Caio num fim sem rede,
Ainda que me ponham a mão por baixo,
Mesmo que não me encostem á parede…

É como sou…
É o que faço.

“O que faz na vida?”
E rio-me e não respondo…

Não faço nada.
Não sou nada.
Sou centelha de luz perdida…
De coito danado nascida.
Existo entre a noite e o dia,
O meu lugar é a realidade fingida…

Como vão perceber?
Como vou explicar?
Se viver
É tudo o que faço na vida…

Dizem que não chega,
Que é pouco…
Precisa fazer planos,
Estabelecer metas,
Traçar objectivos…
Ver passar os anos,
Seguir linhas rectas,
Sonhar sonhos vivos…

Ná, não sou assim!

Os meus planos,
São os que me nascem a cada dia,
As minhas metas são as que me apetecem atingir.
E os meus objectivos são só meus,
E mais ninguém os quer…
Porque eu sonho em ser feliz
E chego lá por caminhos
Que só eu me atrevo a escolher.

Porque vou pelo que vier,
Por onde mais ninguém mais quer ir.
E as minhas estradas são por fazer…
E os meus mapas não são conhecidos,
E os passos que dou são passos perdidos,
Mas sou eu quem os faço.
E porque me perco e gozo
A cada vez que escolho dar um abraço…

“O que faz na vida?”
Vou ao café, vou á praia…
E rio de quem me julga perdida…


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