sonhando, escrevendo e imaginando

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Espírito da noite


Eu sei que não é a sério.
Sei que não!
Mas de vez em quando
Gosto de fazer amor com a imaginação…

Deixo-me ir,
Deixo-me envolver…
Fecho os olhos como se fosse dormir,
Durmo como se fosse viver…

E o sonho chega,
Acerca-se de mim.
Olha-me a ver se estou pronta,
Se não vou resistir.
Tonto que ele é!
Como se não soubesse que estou a fingir!…
Sonho que ninguém dormiu,
Numa noite que nem começou…
Num dia que ficou por vir…

E toca em mim de mansinho…
Passa a mão em mim devagarinho…
Sabe tão bem ter carinho!…

Sonho sem rosto,
Escuro informe,
Sombra escura que eu gosto
Caricia que mata a fome…

E quando me viro para o olhar,
Quando abro a boca, vencida,
Perdida de desejo para o beijar,
Ele some…
O meu fantasma sem nome…

Quando estou a querer,
Quando me conseguiu molhar
De vontade, de prazer,
Desaparece sem nada dizer.
Desaparece na sombra que o fez nascer…
O meu sonho que me vem ver
Quando a noite chega,
Antes de eu adormecer…

Não sei aonde vai, mas aposto
Que se esconde por detrás do rosto
Do escuro informe…
Lá onde o mundo dorme…
É lá aonde espera por mim,
O meu fantasma sem nome…

Espirito da noite,
Se me queres, vem-me buscar.
Se não me queres,
Fica comigo no meu sonho
Não me deixes acordar.…

Estou perdida entre este mundo e o outro,
Entre a morte e a vida…
E tu és uma sombra escura vestida
Com a luz da minha imaginação.

Se eu apagar a luz… vejo-te, ou não?

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