sonhando, escrevendo e imaginando

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Que me importa o que possam dizer de mim?...


Nunca me interessei,
Sobre o que pensam de mim.
O que dizem que falei,
O que fiz, ou não fiz.
O que fui,
O que inventei…

Se me julgam,
Se me condenam,
Nem dou conta do julgamento.
Sigo serena ao vento,
Brincando descarada com o tempo.
Fui sempre desta maneira.
Sempre só comigo,
A vida inteira.

Aprendi que só me preocupo,
Com a opinião das pessoas de quem gosto.
Em não as desapontar,
Em não lhes dar desgosto…
O resto do mundo…
É muita gente!...
Impossível deixar todo o mundo contente!…

Descobri muito cedo como ser dona do meu nariz,
Como viver do modo que sempre quis…

Quando se julgam senhores de mim,
Do que sou,
Ou do que pensam ser eu assim,
Desapareço.
Mudo,
Escureço…
Reinvento o meu fim
Escrevo outro começo…

Pouco me importa o que pensam,
O que julgam ter de mim…
Não me desvendam.
Procuram-me no jardim...
e eu vivo no meio do capim…

Não estou entre as flores,
Não me dou a todos os amores,
Não me encontram assim…

Sou uma sombra…
Não tenho rasto…
Nem passado, nem cadastro…

Para que havia de querer saber
Do que dizem de mim?

2 comentários:

  1. Sou uma sombra…
    Não tenho rasto…
    Nem passado, nem cadastro...

    Pois, interessa só o interior, o grito da alma, o querer do querer... bjinhos

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    1. Olá, Henrique
      É só o que interessa, sim. E é aquilo que é só nosso, que só sabem se deixarmos espreitar... que muitas vezes não estamos interessados em mostrar:)) Opiniões, juízos de valor que possam ter sobre nós, são só ruído de fundo... não vale a pena levar muito em consideração. Obrigada, beijinho para ti, da menina bonita

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