sonhando, escrevendo e imaginando

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Carnaval


Baile de Máscaras…
Ritmo frenético do tambor, gemido do violão…
Cabelos transpirados, colados no rosto,
Roupa grudada ao peito, moldada ao coração…

Vieste,
Como sempre vens…
Disfarçado,
Sem nome,
Como se não fosses ninguém…

Protegido na tua capa de segredos,
Defendido de todos os teus medos.
Com os olhos carregados de desejo,
E o corpo tremente de paixão…
Urgente de amor, e tesão…

Chegaste em mim,
Tomaste a minha mão…

Baile de Máscaras…

Sem ninguém ver,
Sem ninguém perceber…

E dançámos como só nós dois sabemos fazer.
Daquela forma gostosa em que o corpo dança sem mexer…
Olhos presos nos olhos,
Amor proibido que teima em acontecer…

Rosto de sombras, sem luz no olhar…

Perdido no meu calor,
Em busca de fogo aonde queimar.
Gelo e labareda…
Num bailado de prazer que é mais do que gemer…
Que é mais do que orgasmo,
Mais que cheiro de mulher…
Que é cio eterno num corpo a arder…

E os meus olhos em silencio pedem “fica”,
E sei que nunca podes ficar.
E tu esperas que eu vá e te siga,
Aonde nem tu me sabes levar…

Baila de Máscaras…
Carnaval…

Vulto no escuro que se vira e vai…
Sem ninguém nos ver,
Sem ninguém nos notar…
Sem ninguém nos perceber…

2 comentários:

  1. ... nááaá´tudos ás aclaras é como eu gosto....

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    1. Mas tu não és um mascarado misterioso, Henrique. Felizmente para ti, e para quem te quer bem. Sabes que ás vezes tanto sofre quem usa a máscara, como quem está por perto... Obrigada pelo comentário:) Beijinho!

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