sonhando, escrevendo e imaginando

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Se não pedires para entrar


Podes descer a alça do meu vestido,
Podes roçar no meu ombro devagar…
Talvez eu goste,
Talvez me consigas arrepiar…

Podes ir com a mão mais abaixo,
Fechar os teus dedos á volta do meu peito
E acariciar…
Talvez eu gema,
Talvez eu me comece a abandonar…

E se me passares o braço nas costas,
Bem juntinho á pele,
Vais-me fazer arquear, suspirar…

Envolve-me,
Encosta-me a ti…
Beija-me, e saboreia-me com tempo para demorar.
Vou corresponder,
Vou gostar…

Quase sem noção do que estás a fazer,
Numa urgência de avançar,
Vem a mim, faz-me delirar…

E quando acabares e eu acabar,
E quando me olhares e eu te olhar,
Não é em mim que estás a reparar…
Já fugi, já me perdi, já estou em outro lugar.

Porque entre a altura em que desceste a alça do meu vestido,
E a altura em que te puseste em mim devagar,
Faltou-te a parte em que paravas,
E o teu coração perguntava ao meu, se podia entrar.

Ninguém entra em mim, se eu não deixar.

O resto?
O resto é só o corpo,
Numa ânsia de se aliviar…

8 comentários:

  1. Beijinho grande da menina bonita para ti, Henrique. Obrigada:)

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    1. Olá, Leonor Brandão
      É verdade. De certa forma, é assim que se vive. Com os sentidos envolvidos sempre em tudo que fazemos. Só assim, a vida vale verdadeiramente a pena. Beijinho, obrigada pelo comentário!

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  3. lindo palavras para Ké

    Antonio Dias

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    1. Obrigada, António. Não são precisas palavras. Eu sei que gostaste. Beijinho grande

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  4. Respostas
    1. Se pedires, Henrique? Entra, pois:)) Bora lá, antes que o dia acabe e o escuro venha. Beijinho grande da menina bonita para ti, obrigada:))

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