sonhando, escrevendo e imaginando

quarta-feira, 13 de março de 2013

Dona de mim.


Eu sou dona de mim.
Desculpa, mas sou assim.

Não vim de tão longe,
Nem andei tanto caminho,
Para me perder do que sou,
Pra mudar o lugar aonde vou.

Por muito que goste de ti,
Gosto-me a mim primeiro.
E por muito que o teu amor seja verdadeiro,
Se prende,
Se ata,
Não é amor inteiro.

Porque quero um amor que liberte,
Que seja solto no meio das tentações,
Que me prove e me adore,
Mas que não imponha condições…

Se me fechares a janela,
Eu salto por ela
Se não me deixares voar,
Eu fujo de ti,
Nem que seja a rastejar…

Não me conheces, tu…

Nem sabes há quanto tempo estou a andar!
Desconheces os lugares aonde passei,
Os amores que eu amei…
O que cada um deles me fez mudar…

Nem penses seres capaz de me segurar.
Sou luz que não escurece,
Quando mandam apagar.

E tenho em mim qualquer coisa que enlouquece,
Que se revolta e estremece
Se me querem domar.

Sou como sou.
Nunca serei ovelha que vai no rebanho.
Tenho muito de louca, com muito de estranho…

Diferente de todo o mundo, é o meu tamanho...

2 comentários:

  1. Nem penses seres capaz de me segurar.
    Sou luz que não escurece,
    Quando mandam apagar.
    Sou como sou.
    Nunca serei ovelha que vai no rebanho.
    Tenho muito de louca, com muito de estranho…

    muito forte, muito... muito... que força!

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    1. ...nem sei se é força, se é desespero, Henrique. seja o que for, é como sou. Obrigada, beijinho grande para ti!

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