sonhando, escrevendo e imaginando

domingo, 24 de março de 2013

Enquanto o sol se põe na sombra da lua


Deita-te comigo,
Chama-me tua.

Ainda te lembras do caminho
Para a minha rua?

Hoje queres-me,
Amanhã não.

Namoras-me o corpo
De olho no coração.

Brincas que choras,
E choras sem sentir…

Chegando cedo demoras,
Sem estares, começas a ir.

Queres-me boneca que ri.
Vazia sem alma por dentro.

Que finja não sentir o que sinto,
E que serene o fogo do meu tormento.

Que desejo é esse que tens?
Que paixão, se morta, queima de tesão?

Se tens medo porque vens?
Se gelas, como te bate o coração?

E dizes que faço filmes e que invento!
Quando tu és ilusão durante quase todo o tempo!

Só atraio homens complicados…
Mas os simples não deixam história.

Os difíceis são lembrados.
Dos cinzentos não guardo memória.

Deita-te comigo
Chama-me tua.

Enquanto o sol se põe na sombra da lua.

2 comentários:

  1. Enquanto o sol se põe na sombra da lua.

    Muito forte nem me atrevo a ir mais longe... bjinhos

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    1. Nem se pode ir muito mais longe, Henrique:) Quando se chega ao ponto em que o sol se põe na lua, pronto... estamos no clímax dos acontecimentos... Beijinhos! Obrigada!

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