sonhando, escrevendo e imaginando

sexta-feira, 29 de março de 2013

Espectro sem luz...


Quando a luz se apagou
E o espectro tirou o capuz
O que dele se mostrou
Foi falta de luz.

Nem medo,
Nem segredo…

Nem coisa de outro mundo.

Só no buraco dos olhos
Um abismo profundo.

Quando a hora soou,
E o tempo passou,
A magia acabou.

Em baixo da cama
Não ficou mais nada…
Só pó antigo de casa cansada.

Vida nova
Depois de vida passada.

E a saudade daqueles olhos!…

E a falta do mistério da noite…
O fascínio quase feito consolo,
O abraço frio que me queimava o colo…

Espectro sem luz…

Se pudesses deixar de ser espectro!
Se pudesses andar sem capuz…

Nenhum outro como tu me seduz.

Se quiseres
Eu passo contigo a fronteira,
Enfeitiço os guardas,
Troco a bandeira…

Falta-te ainda a vida inteira.

Confia em mim para atravessar a estrada.

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