sonhando, escrevendo e imaginando

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Não me peças para escolher cortinas!


E pediu-me para escolher cortinas…

Já escolhi!

Cortinas, tapetes, adereços completos.
Já pendurei candeeiros brilhantes nos tectos.

Vivi a história de amor dos cinemas,
Que começa quando o filme acaba.

Casei e fui feliz.
Nem sempre feliz.
Nem tão feliz assim.

Mas já escolhi cortinas.

Agora quero outro sonho que seja diferente.
Não quero os mesmos sonhos de adolescente.

Ainda quero um amor que fique comigo para sempre.
Mas só enquanto for um amor gostoso e quente.

Sonhos de mocinha, vivi-os todos.
Todos quantos quis!

Agora só quero é ser feliz.

Não sou a mesma mulher que fui aos dezanove anos.
Não me satisfaz o conforto dos panos…

Nem tapetes, nem lençóis de cama.
Nada disso é preciso quando se ama.

Aprendi a amar a claridade que entra pelas janelas sem cortinas.
E descobri que vida sem aventura,
É Carnaval triste brincado sem serpentinas.

No meio do meu nada ter,
Já não tenho receio de morrer,
Sem ter algum dia voltado a viver…
Do jeito que é só meu,
Que só eu sei fazer.

Não trocava um dos meus dias inseguros de agora,
Aonde o amanhã está sempre envolto em incerteza,
Por um ano dos de antes…
Quando estava garantida, resolvida,
Mas perdida de mim, mergulhada em tristeza.

E não me peças para escolher cortinas!

2 comentários:

  1. Nem tapetes, nem lençóis de cama.

    Nada disso é preciso quando se ama.

    Claro que não!! bjinhos

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    Respostas
    1. E não mesmo, Henrique! Noiva que vai sem enxoval dentro dos baús pode ser muito feliz! Enxoval que faz falta, é amor e alegria no coração. E desses enxovais, não se compra nas lojas da esquina...
      Obrigada pelo comentário! Beijinho grande para ti!

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