sonhando, escrevendo e imaginando

terça-feira, 18 de junho de 2013

Sem ciumes do passado que não era teu

Sem ciúmes de um passado que não era teu.

Não sou pura, não caí imaculada do céu.

Vivi muito.
Por aí…
Quem não viveu?
Alguns mais, outros menos do que eu…

Mas naquela altura, nada meu era ainda teu.

Se hoje deste por mim no meio da multidão,
É porque as minhas cicatrizes me distinguem dos demais.
Porque me tiram do rol das pessoas normais.

Seios que palpitam, pernas que se abrem,
Todas têm iguais…
Umas menos, outras mais.

O que viste em mim é só meu.

Lutei em muitas guerras.
Guardei troféus inúteis de muitas conquistas.
Às vezes perdi, e tomaram-me à força nas estradas da vida.
Outras vezes dei-me, porque me deu vontade de ser possuída.

Em todas as alturas estive tão desprotegida!…

Não tenhas ciúmes de um passado que não era teu...

A minha alma cansada erra por aqui desde o princípio dos tempos…
E às vezes sinto-me a mais sozinha das criaturas.

Não foste o primeiro a quem amei.
Chegaste com séculos de atraso para isso.
Mas podes tentar ser o último, se o teu coração quiser.

Melhor do que isso não tenho para te oferecer…

Talvez eu me tivesse guardado para ti,
Se soubesse que ias aparecer…


Mas eu ainda sou eu, para quem me souber reconhecer.

9 comentários:

  1. Bonito poema de amor, entrega e sedução. Gostei de ler..

    Gostava que me visitasse

    http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

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    1. Obrigada, Ricardo!
      Vou fazer isso, sim. Beijinhos!

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  2. Poema lindo de Amor
    Gostei muito

    Gostava que me visitasse:http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

    Abraço.

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    1. Obrigada, Cidália!
      Vou fazer isso, sim! Beijinhos!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!

    Mário Quintana

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    1. É verdade,FM. É quando ficamos com a sensação de que em alguma parte do mundo, alguém escreveu uma coisa para nós, sem mesmo nos conhecer. Ou que nós mesmos escrevemos o que estamos a ler, tão parecido é com o que sentimos...
      Obrigada! Beijinhos

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  5. Mas eu ainda sou eu, para quem me souber reconhecer.

    Assim é que se fala!!!!!
    bjinhos

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    1. É sim, Henrique! Ficamos sempre. Por baixo de tudo, pelo meio, através... quem nos souber encontrar, sempre dá por nós.
      Beijinho grande para ti, da menina bonita. Obrigada pelo comentário:)

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