Ver o mar...

Poeira dourada,
Pó de estrelas misturado no nevoeiro da manhã.

Como língua molhada nas pernas,
Subindo pelos joelhos…
Coisa viva que cola na gente.

Tantas rochas!
Tantas arribas!

E o mar…

Não ao fundo de cada rua,
Como na minha princesa quente.
Mas sempre comigo,
Desde sempre.

Felicidade é aquilo que se come às dentadas,
Quando o vento da praia entra na nossa boca…

Frescura que molha o corpo,
Que acelera o coração…

Tão bonito!
Arrepio gostoso, que não vem do frio.

Podia acabar o mundo que estava tudo bem.

Se eu tiver o sol da manhã, que todos os dias vem.
Pelo menos para mim,
Ainda que para mais ninguém…

O pó dourado das estrelas…
As estrelas vêm de noite fazer amor na areia…
E é bom! Sabe bem…

Colchão de lua, cama de nuvem.
Lençóis de vento a ondular…

Prazer…

E quando ando pela areia o mundo todo fica cor de laranja.
O mundo sou eu e o nevoeiro dourado no ar…
Ninguém acordado para me fazer chorar.
Mal nenhum me consegue lá chegar…


Como é bom ir ver o mar!..

Comentários

  1. Bonito blogue onde a harmonia das palavras se enlaça em frases perfeitas. Poema lindíssimo. Gostei de ver e ler. Parabéns.

    Gostava que visitassem e, querendo, se fizessem seguidos/as. Fica o meu agradecimento. Obrigado.

    http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/

    ********************
    Fiquei seguidor

    Linkei o endereço deste fantástico blogue, no meu ( Pensamentos e devaneios)
    *****
    Deixo cumprimentos

    ResponderEliminar
  2. Bom dia, Ricardo
    Já fui lá espreitar, e gostei. Já está incluído na lista dos blogues que sigo.
    Obrigada. Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Respostas
    1. Muito bom, Henrique! Dá uma sensação muito gostosa... de grandeza...
      Obrigada, beijinhos!

      Eliminar

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