sonhando, escrevendo e imaginando

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Luzes de Natal...

Olhos na janela.
Janela com luzes.
Luzes de Natal…

E estava frio na rua!...

Lembras?
O banco de jardim…
Quantos anos?
Há quantos Natais?
Vinte e cinco talvez, ou mais.

Não tínhamos nada de nosso.
Nem casa,
Nem dinheiro,
Nem luzes para o Natal.
Um dia…
Um dia vamos ter uma janela assim!
E quem passar na rua vai parar e olhar…

Frio!
Estava muito frio naquele ano!

Cumprimos e tivemos.
Tivemos luzes com pinheiro enfeitado.
E mesa grande com fritinhos de canela.
E bolos…
Tantos bolos!

Lembras?
Quando juntávamos moedas
E a senhora das batatas refilava por ter de as contar…
O que nós passámos!
Tanto que passámos, meu Deus!...

E agora já não temos árvore de Natal montada.
Menino Jesus,
Será que não podes fazer nada?

Não precisamos de viver juntos, nós.
Nem de nos darmos como uma mulher e um homem se dão.
Mas queria tanto que ainda conseguíssemos ter
Uma janela iluminada!...
Já fomos o mundo todo.
Não podemos não ser nada.

Lembras?
O banco de jardim…
Foi há tantos anos!

Que foi feito de ti, e de mim?...

8 comentários:

  1. Lindo! E melancólico também.... Beijinhos

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    1. Obrigada, Jorge! Que bom que gostaste. A par das luzinhas, e dos sinos que tocam, existe tanta melancolia... Quanto mais o tempo passa, mais me apercebo disso.
      Beijinho muito grande para ti

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    2. Olá Glórinha! Sempre inspirada esta tua escrita! Beijinhos miúda....

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    3. Beijinhos, Jorge! Obrigada:) Continuação de festas felizes para ti!

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  2. Muito belo! Obrigado por nos fazeres lembrar os nossos e outros Natais. Bjns

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    1. Olá, Quim! Sabes que quando eu era miúda, ainda em LM, não percebia porque é que o meu pai sempre ficava triste no Natal. Dizia ele que se lembrava dos Natais que se tinham ido, e das pessoas que faltavam na mesa... Agora sei o que ele sentia. Mas sei também que apesar de podermos ser menos em roda da árvore, ainda somos alguns. E que temos que aproveitar a companhia e a presença dos que ainda temos connosco, antes que...
      Beijinhos, fico muito feliz por teres gostado.

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  3. Olá Glórinha, muito bom.. Obrigado por nos trazeres as sensações dos Natais vividos outrora em terras de África com família e amigos, alguns já ausentes mas que ficarão sempre ligados a nós e recordaremos principalmente nesta altura. Um beijinho grande para ti.

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  4. Olá, José, bom dia! Obrigada!
    Os Natais que tínhamos em África eram tão bons! Tão diferentes! Lembro-me tão bem do calor, do sol, da noite de Natal cheia de estrelas no céu! E as nossas passagens de ano? Deliciosas! Na praia, ás vezes... Uma magia á parte. Só quem lá esteve, sabe.
    E depois, claro, agora temos as saudades de quem já se foi. Além das saudades dos lugares, dos cheiros... Mas o Natal continua a ser a época mais deliciosa do ano, para mim:)
    Beijinho grande para ti!

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