sonhando, escrevendo e imaginando

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Depende de com quem vamos

Eu dantes não sabia
O que orgasmo seria.
Sabia que me tocavam e eu gemia.
Que o meu corpo pedia e eu queria.

Era só o que sabia.

Ardia em labaredas de paixão,
Ardia junto com elas o meu coração.
Mas nem dava pelo coração que batia,
Se é que batia…

Eu não sabia.

Iguais,
Eram todos iguais.
Lentos e rápidos á vez.
Amor como fazes comigo, nunca ninguém fez.

Orgasmo é mais do que explodir num segundo.
É mais do que gozar e acabar.
Orgasmo é prazer maior do que o mundo.
É quando me tens e não me queres largar.
É quando não consigo parar de te olhar.

Eu dantes não sabia
O que orgasmo seria.

Não sei se errei,
Não sei se me enganei aonde procurei.
Ou se pelo contrário precisei
De bater estradas e ruas sem lei.
Se precisei para chegar a ti.
Não sei.

Orgasmo é amor tão forte que apaga a dor.
É ser tão bom caminhar quanto chegar.
Depende.
Depende de com quem vamos,
Mais do que da ciência de tocar.

É tesão que começa assim que pões os olhos em mim,
E continua quando chegamos ao fim.

Não sabia eu…

Mas agora sei.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Devagar, devagarinho

Manso, de mansinho,
Alindaste o meu caminho.

Nem dei por ti a entrar.
Devagar, devagarinho.
Manso, de mansinho.

Ao princípio éramos iguais
Aos meus namoros normais.

Depois…
Pouco depois...
Passámos a ser nós dois.
E tu estavas mais em mim do que o sol no céu.
E o meu mundo enroscou-se ao teu.

Tudo que é meu gosta de ti.
Toda eu gosto de ti.

Frágil e forte.
És o que me falta, e o que me completa.
Calma tranquila que me liberta.

Nem consegues calcular tudo que és para mim!...
Meu amor muito querido sem princípio nem fim.

Manso, de mansinho.
Devagar, devagarinho.
Ternura misturada com carinho.
Mão que se perde na outra mão.
Tesão no corpo e tesão no coração.

Talvez andássemos os dois perdidos na vida.
Ao acaso nessa estrada complicada e comprida…
Talvez tu até já fosses meu,
E eu fosse já a tua escolhida…

Manso, de mansinho,
Devagar, devagarinho…


Como demoraste a chegar!!...

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Feliz Natal, Mamã...

Colinho e um beijinho…
- Menina má e complicada esta!...
Não era nada…

Olhavas e não me vias.
Ouvias até o que eu não dizia…
- E mal educada!

Colinho e um beijinho…

Nunca percebi o que fazia de mal.
Se é que fazia…
Contigo tentava ser doce e nunca conseguia.

No fundo eu queria o mesmo que todo o mundo.
Uma caricia,
O aconchego de um miminho.

Colinho e um beijinho…

Podia ter sido diferente, não podia?
- Se não tivesses esse feitio horrível!

Não vim para te fazer zangar…
Nem queria que te pusesses a ralhar…
Feliz Natal, Mamã.

Um dia havemos de ter um natal muito bonito.
Prometido é devido.

Tantas pessoas nessa consoada!!!
Porque é que teve que ser assim?