sonhando, escrevendo e imaginando

sexta-feira, 14 de março de 2014

O mundo não tem artes de me segurar

Os meus exageros…

305.000… mais ou menos.
Não interessam os mais.
Não interessam os menos

Seis sandes pequeninas até ao fim do dia?
Comer todas de uma vez…

Poder ficar toda a tarde,
Quer dizer ficar até de noite.
Quer dizer ficar um mês.

Uma colher de xarope?
São logo duas ou três, para curar de vez.

Raio de vida de pequenez!

Aos bochechos,
Aos arrancos.
Sem paciência para viver assim.
Pisar em ovos até ao fim.

Lume brando?
Não cozinho em brandos lumes.
Calor no máximo e vamos ver.

Instruções são receitas feitas
Por quem tem medo de comer.

Só para dar uma cor rosada…
Ou carvão de bronze ou nada.

Eu sei que não vou criar teias de aranha neste lugar.
Sei que o mundo não tem artes de me segurar.
E eu não tenho paciência para esperar.

Tem que dar até ao fim do mês!
Dá até aonde o fio esticar.
Ah, e depois?
Depois quero lá pensar!

Seca!
Seca de vida!
Se molha, molha.
Se molha que seja bom a molhar.
Seca logo se não sabe queimar!

Não há pachorra para demolhar.

Sem comentários:

Enviar um comentário