sonhando, escrevendo e imaginando

domingo, 29 de junho de 2014

Belas são as nuvens



O verdadeiro espectáculo são as nuvens.
O verdadeiro espectáculo é delas.

Ou não haveria mais do que um todo sem história.

Prazer é calor,
Deitar ao sol é como fazer amor.

Enquanto o escuro não vem,
Vamos por onde não o sabe ninguém.

Belas são as nuvens.
Belas são elas.

Fria é a pedra em que me sento agora.
Queria sol,
Céu sem nuvens,
Mas o espectáculo é delas…

Vermelhas, brancas, negras, amarelas.

Quando eu me for…
Nuvens…
Vão haver nuvens no céu.

Mas chuva nenhuma.
Engano teu.
Olha…
Desfeitas em água…

Chuva no Verão?
Não.
Porque não é no céu que as nuvens estão.
Chuva no coração.
No meu, que no dos outros não.

Li ontem:
“Vou estar lá ainda antes de chegar,
E vou lá continuar muito depois de ter partido.”

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Mundos belos

Universos paralelos…
Infinitas versões de nós mesmos,
Vivendo infinitas versões da nossa vida.

Talvez eu seja a irmã pobre de mim.
Talvez por isso me demoro tanto comigo.
Talvez por isso me gosto e me curto,
Me desculpo e me aconchego.
É…
Talvez…

E por isso me dou chances ainda,
E acredito que vou ser capaz.
E me seduz o ver-me tão audaz.
A mais louca versão de mim!
Aquela que saiu com defeito ou mal programada.
A que não obedece às instruções,
Que parece avariada…

Universos paralelos…
Mundos belos…
E eu solta na vida,
Perdida de mim sem me saber perdida.
Mil como eu,
E demoro-me com este lado meu.
Gosto.
Dá-me prazer o ver-me sorrir,
Quando era suposto nem saber o que sorriso é.

Nenhuma das outras mim,
É reguila como eu assim!
E vejo lugares aonde já estive
Ou ainda estou.
E conheço pessoas que já conheci,
Que o tempo levou.
E dou-me a amores que foram meus noutra vida.
Que são meus em cada uma das vidas.
Mas não nesta aonde estou.
E no fundo não estou.
Estou em cada uma de mim.

Depósito dos desperdícios meus.
Alguém pegou em tudo isso e fez esta versão que eu sou.


A vida é teimosa e surge de qualquer lado.