Mundos belos

Universos paralelos…
Infinitas versões de nós mesmos,
Vivendo infinitas versões da nossa vida.

Talvez eu seja a irmã pobre de mim.
Talvez por isso me demoro tanto comigo.
Talvez por isso me gosto e me curto,
Me desculpo e me aconchego.
É…
Talvez…

E por isso me dou chances ainda,
E acredito que vou ser capaz.
E me seduz o ver-me tão audaz.
A mais louca versão de mim!
Aquela que saiu com defeito ou mal programada.
A que não obedece às instruções,
Que parece avariada…

Universos paralelos…
Mundos belos…
E eu solta na vida,
Perdida de mim sem me saber perdida.
Mil como eu,
E demoro-me com este lado meu.
Gosto.
Dá-me prazer o ver-me sorrir,
Quando era suposto nem saber o que sorriso é.

Nenhuma das outras mim,
É reguila como eu assim!
E vejo lugares aonde já estive
Ou ainda estou.
E conheço pessoas que já conheci,
Que o tempo levou.
E dou-me a amores que foram meus noutra vida.
Que são meus em cada uma das vidas.
Mas não nesta aonde estou.
E no fundo não estou.
Estou em cada uma de mim.

Depósito dos desperdícios meus.
Alguém pegou em tudo isso e fez esta versão que eu sou.


A vida é teimosa e surge de qualquer lado.

Comentários

  1. Olá menina bonita, até que enfim! Bjinhos

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  2. Ola, Henrique, bom dia! Mas que saudades do "menina bonita"!!! Um beijinho do tamanho do mundo para ti ☺ estou longe, mas volto...

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