sonhando, escrevendo e imaginando

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Feras mansas

De repente o dia abre-se num sorriso,
E lembro o porquê de gostar de viver!

As trevas recuam,
O sol avança…
O mal parece fera mansa,
Deitada aos pés de uma criança.

Quem faz mal a uma criança?
Nem as feras ousam.
Cheiram, rugem um pouco,
E descansam.

Quando estamos felizes,
Somos como crianças.
Tornamos as feras mansas.
Quase nos esquecem,
Quase não nos fazem maldades.

Tão bons esses momentos de encantamento!
Tão bom quando o dia se abre!

Por esses instantes de puro prazer,
Ainda que fosse só por eles, já valeria a pena viver.

Dura enquanto somos como crianças,
E enquanto as feras ficam mansas,
Sem peito para nos atacar.

Dura a alegria às vezes menos que um dia.
Voltam depois as trevas, e a par delas a fantasia
De podermos ser crianças sem medo de crescer,
Ou quiçá adultos sem medo de morrer.


Que tudo se resuma a feras que conseguimos amansar.

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