sonhando, escrevendo e imaginando

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Se isso é tudo o que tens...

Não me prometas nada.
Não me compres pedras caras.
Não me faças favores.

Se não me proteges,
Se não me resguardas,

Então não me dês nada.

Deixas que eu chore,
Deixas que me perca no escuro.

Deixas-me sozinha comigo…
Tão sozinha
Como sempre fui.

Aparências.
Vives de aparências.
De conveniências.
Eu não.

Eu vivo aonde rebenta a maré cheia de água.
Eu vivo no meio do riso e da mágoa.
Aos trambolhões na trovoada.
Á chuva sem roupa,
Com frio, encharcada.

Tenho por dentro a alma assustada,
A lutar desesperada.

E tu…
Tu não vês nada!
Não fazes nada!

Para que quero anéis,
Pulseiras,
Fios e passeios?
Para quê?
Que faço com eles?

Quero poder descansar em alguém.
Quero nunca mais ter medo.
Se de tudo o que é teu,
Isso é tudo o que tens,
Guarda para ti.
Não me convém.
Não quero nada.

Nada de nada.

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