sonhando, escrevendo e imaginando

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Nada me pertence realmente

Nada é meu,
Nada me pertence realmente.

Dizem que vai ser assim,
Que vai ser tudo diferente…
Dizem que.

E desdizem.
E mudam de opinião.
E…
Porque podem.
Porque se me dão,
Dão aquilo que é deles.

Descobri que não me importo.
Tão pouco quero saber.

Só me deixa triste aquilo em que acredito.

Desci as pontes levadiças,
Soltei os crocodilos no fosso.
Montei sentinela em mim outra vez.

Não aceito nada.
Nada do que me possam dar,
Vai ser de facto meu.

Assim sou livre e liberta.
E o mundo é uma porta aberta,
De onde posso entrar e posso sair.

Porque nada é meu.

E meu é só o caminho que eu quiser seguir.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Vá-te 69 e um café...

Vá-te 69 e um café…
Um convite para entrar.

Meninas bonitas à porta.
Ou não tão bonitas assim…

Mulheres que têm a idade que aparentam ter.

Calças coladas,
Saias arregaçadas…

Bocas pintadas.

Mancha de cor garrida
Na noite escura da vida.

E um café…
Com uma bebida.

69…
Número de magia.
Entra antes que seja dia!

Lá longe vai amanhecer.
Noutro lugar está a escurecer.

Beber…
Mulheres fáceis, e homens que não sabem foder.

Acreditam que compram prazer.

Que importa?

Vá-te 69 e um café…
Fumar, fingir…
Abrir a porta do inferno…

E a vida é o eterno que tarda a vir..