sonhando, escrevendo e imaginando

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Nada me pertence realmente

Nada é meu,
Nada me pertence realmente.

Dizem que vai ser assim,
Que vai ser tudo diferente…
Dizem que.

E desdizem.
E mudam de opinião.
E…
Porque podem.
Porque se me dão,
Dão aquilo que é deles.

Descobri que não me importo.
Tão pouco quero saber.

Só me deixa triste aquilo em que acredito.

Desci as pontes levadiças,
Soltei os crocodilos no fosso.
Montei sentinela em mim outra vez.

Não aceito nada.
Nada do que me possam dar,
Vai ser de facto meu.

Assim sou livre e liberta.
E o mundo é uma porta aberta,
De onde posso entrar e posso sair.

Porque nada é meu.

E meu é só o caminho que eu quiser seguir.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. É, não é, Carlos? Nada nos pertence. Tudo nos pode ser levado, mudado, roubado. Tudo pode ser perdido, trocado, desfigurado. Quanto menos apegados estivermos a coisas, objectos, promessas, doces cantos de sereia, melhor para nós. Nossos realmente são os nossos sonhos, as nossas esperanças, os nossos valores. Certos, errados, nossos são os sentimentos do nosso coração. Para lá disso, tudo pode ir embora a qualquer hora.
      Beijinho para ti, obrigada pelo comentário!

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