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A mostrar mensagens de 2015

Como se faz?

Estou presa em mim. Não consigo perder-me de mim. Experimentei todas as artimanhas, Aprendi todas as manhas… Nunca saí de mim.
Nem o sono, nem a fome, nem o álcool… Como uma maldição nada me leva daqui.
Tenho sempre a noção do que está a acontecer. Consigo sempre controlar o que estou a dizer.
Queria tanto a liberdade da insensatez! Como desejava a loucura inconsequente pelo menos uma vez!
Ter depois a desculpa velhinha E lavar uma culpa que não seria minha.
Não sabia o que estava a fazer…
Mas não. Os meus flancos sentem sempre as esporas, Mesmo quando me montam em pelo e não usam arreios.
Como se faz? Aonde se vai quando não se consegue perder os sentidos? Baile de máscaras, Carnaval da vida, Sair sem pagar a conta. Chutar a bola para fora de campo... Atirar a toalha antes que o sangue nos tape os olhos.

Juízo é jugo e cabresto, É limite, É um quero mais mas não lá chego.

Não sejas assim para mim

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Não és um monstro. Diz por favor que não és um monstro. Diz que não mentes, Que não enganas.
Não podes ser um monstro! Como podes? É mau demais para ser verdade.
Se consegues mentir com olhos tão doces, E fazer maldades enquanto sorris E me chamas tua, Então diz-me… De que vale a pena viver num mundo aonde existem pessoas tão mesquinhas?
Não sejas um monstro, Por favor, não sejas. Não sejas assim para mim.
Não planeies fazer coisas horríveis, Não te enredes em tramas feias. Não me queiras descer ao abismo. Não sejas um monstro. Por favor não sejas.
Eu sei que também errei. Mas nunca disse que sou perfeita.
A mudança na voz, A alteração no olhar, A forma leviana de me prender e me enxutar…
Aonde estás tu dentro desse corpo que é o mesmo que eu abraçava? Para onde fugiste que não te vejo mais? Tenho saudades de ti desde aquele dia, Já passou um mês... Apesar de estar contigo quase todos os dias… E de me deitar contigo a cada vez.
Não acredito que sejas um monstro! Por favor não sejas.

Get Caught (apanhada)

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Get Caught. Apanhada de qualquer jeito… Nada que possa fazer a respeito.
Em ti as coisas piores, E as melhores.
Get Caught.
Que se dane o que é suposto ser! Às urtigas ensinar e aprender. Quero viver. Contigo posso ser. Só ser…
Não és perfeito e eu sou uma imperfeita ousadia. Tu tens nuvens e ventania E eu tenho a loucura de um novo dia. Tu és vagabundo, eu vadia.
Get Caught.
Levaste-me a dançar e fizemos amor em baixo da ponte Com todo o Tejo a ver. Estrelas do tamanho da Lua... Não tinha dado conta do quanto sou tua… Juntos vimos o sol nascer. Foste-te lavar ao chafariz do parque… Na autoestrada a duzentos à hora, Tu dentro de eu por fora.
Bom… Contigo tudo é tão bom!... Get Caught
- Para sempre? - Não há depois de ti.

Até ao fim do mundo

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Eu abdicava do mundo se fosse preciso. Quantas vezes  cheguei a ti disposta a dizer que sim... Em todas elas houve algo que me segurou.
Como te enganas! O que amo não é o vazio das coisas nenhumas. Queria era todas as coisas encontradas em ti.
Se me soubesses cativar, Se me desses segurança para saltar Eu seria mais tua do que as ondas são do mar.
Nunca soubeste perceber Que eu leio nas palavras que ficam por falar.
“Eu, Eu, Eu…” Sempre tu e sem mim. Querias-me pálida sombra da tua sombra...
A tua voz que era doce azedava e ficava má. E já não eras tu quem estava a falar. Qual deles és tu afinal? Mal e bem, bem ou mal… Aquele que me beija Ou aquele que me faz chorar?
O que estará guardado nas dobras do amanhã que há-de vir? E perguntaste-me até aonde estou disposta a ir para ficar contigo.

Quero o meu amor de volta

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Queria tanto o meu amor de volta...
Do jeitinho que ele era...
Meigo,
Gentil.

Queria tanto o meu amor de volta...
Quando eu era todo o mundo dele.

Procuro e já não encontro a mão estendida
que esperava pela minha.

Tantas vezes que eu fugia
Da sua companhia.

No fundo tinha medo de acreditar
que alguém me pudesse amar.

Agarrava-me a coisas vazias
E dizia que essas eram as coisas da minha vida.

E a minha vida era ele.
A minha casa era ele.

Hoje restou tão pouco daquele amor que me tinha sem fim
Porque eu bem sabia
um amor tão grande não podia ser para mim.

Queria tanto o meu amor de volta...
E agora não sei qual o caminho que leva
à sua porta.

Escolho ficar

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E disse-me que eu era livre. Livre…
Disse que se eu quisesse podia partir. Abriu até a porta para eu sair. E ir…
Quem iria cantar para ele nas madrugadas? Se eu me fosse quem ouviria as suas mágoas?
Abriu a porta, Mas não basta abrir. Nem sempre saímos quando podemos sair.
Eu já conheci os ares e fui feliz. Fico com pena da sua alma que é pequena. Pequena demais para voar. Por isso não vou.
Só peço a porta sempre aberta, Porque não sou obrigada a ficar.

Gosto...

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Gosto… De uma carícia lenta Quando a alça do vestido cai De ver olhos que sorriem Sentir o calor da chávena do café na mão Aprender de cor a letra de uma canção
Gosto… De beijos demorados Pessoas que dão sem pensar em pedir Cócegas na alma quando rio sem parar Um braço em redor da minha cintura Sair de manhã e ter todas as ruas para andar
Quero… Ter sempre desejos e esperanças Desembrulhar cada dia como se fosse um presente precioso Dormir toda a noite sem medo de acordar Um jardim florido com cheiro a relva acabadinha de cortar Ter a cama só para mim de vez em quando
Podes… Ter paciência quando não quero falar Fumar só à janela Usar fato e gravata pelo menos uma vez por semana Levares-me a um motel com colchão de água Não me pedir mais do que tenho para dar
Um dia… Vou morar ao fundo do arco-íris Vou voltar para casa Vou aprender a nadar. Vou aprender a andar de bicicleta Vou ter com quem me levava sempre a passear.
Hoje… Vou a Benfica almoçar.
E amanhã…
Nem sei se vou cá estar.

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Ora então, fui nomeada pela São Dias Assim para responder à TAG "De Tudo Um Pouco", obrigado! Regras da TAG: / Responder todas as perguntas. / Indicar, no mínimo 11 blogs com quantidade menor de 500 seguidores. / Colocar o selo da TAG. / Colocar o link de quem indicou. As perguntas:
1- Qual seu estilo de musical preferido?      Gosto de quase todos os estilos de música. Existem músicas que amo, outras de que não gosto tanto. Mais do que o estilo é a mensagem da música que me apaixona.
2- Qual sua peça de roupa é sua preferida? Presentemente um vestido vermelho curtinho. Tem uma camada de tule por cima do forro, acho delicioso! Atrevido e inocente... como gosto da roupa em geral.
3- Qual dos seus calçados é o seu preferido? Umas botas de Inverno cinzentas de camurça. Têm o cano alto, alto, quase até ao cimo das pernas, saltos género agulha. Escandalosamente bonitas :)
4- Camisa ou Camisola? Calções ou Calças?       Camisola, nunca gostei de camisa. Calções!
5- Cabelo estiloso ou trad…

Frases, apenas frases...

-Tudo a que damos importância a perde, quando sob circunstâncias extremas.

-Seremos mais felizes quando pararmos de atribuir às pessoas do nosso passado o fracasso daquilo que somos. Muito provavelmente seríamos exactamente os mesmos caso tivéssemos vivido tudo de forma diferente. A essência que está em nós é que faz com que sejamos desta ou daquela maneira.

-Não é culpa de ninguém não gostarmos de nós. Mas também é certo que não existe obrigação de nos gostarmos, principalmente depois que nos conhecemos bem.

-Certo ou errado depende do ponto de vista de quem avalia. Porque razão algumas pessoas se sentem no direito de impor os seus pontos de vista acima dos pontos de vista alheios? Quem tem autoridade para decidir quem manda? Porque é que tem que haver alguém a mandar? Que espécie de bichos somos nós que não sabemos viver sem ser de coleira apertada?

-Tudo o que foi feito aconteceu devido ao percurso natural das coisas. Nós todos somos culpados pelo que acontece uma vez que fazemos …

Em vez do que eu queria

Cada dia que passa É uma cor a menos na paleta dos meus sonhos. E cada cor perdida é um valor que tiro à vida.
Tudo o que eu queria, Não passa de fantasia.
O meu pai bem me dizia!… Grande homem o meu pai… Sábio aquele meu pai já comido pelos vermes e que sabia Que céu e inferno se masturbam na mesma porcaria.
O que existe é cada qual a servir-se do seu próximo, As relações a terem que provar utilidade, O amor a não passar de um jogo de vontades, E o mais forte sempre a comer o mais fraco.
O que existe é cuspo em vez de excitação, Vaselina em vez de tesão. Onde está tudo o que eu pensava que havia?
Agradecer a quem nos fez? Mas o que há para agradecer?... O que há para além deste deserto vazio Aonde se morre de frio?
Eu queria era o meu mundo bonito de volta, O mundo que eu via pela varanda da cozinha...
Tudo é só mentira. Não acredito nem volto a acreditar E recuso-me a ser assim.
Um dia, papá, vou fugir daqui. Lembras-te? Como eu corria!...
      A professora gordinha não me apanhou       Apesar de eu ser tão p…

Vê aquilo que não queres ver

Lê nas entrelinhas… Não é o que parece ser. Vê! Vê aquilo que não queres ver.
Se eu fosse livre Tu fugias de mim.
Sou-te querida Porque te estou perdida.
É isso de que gostas. Saber que não posso ser tua.
Vê o que não queres ver…
Não descobriste que gostas de mim. Sentiste sim que não há perigo de eu voltar.
Se eu te chamasse, Se batesse à tua porta… Deixavas-me entrar? Ou tapavas outra vez os ouvidos e soltavas de novo os crocodilos Para eu não poder passar?
Em tempos fiz de ti o azul da minha vida. E ainda guardas o céu no bonito dos teus olhos. Ainda te busco e te peço guarida.
Mas não te enganes nem me enganes. Tu não me queres.
Tu amas a ilusão de me poder querer. Amas acreditar que se eu quisesse nós podíamos acontecer. Porque isso faz de ti o que pensas que devias ser.
Mas não. Vê! Vê o que não queres ver!
Talvez eu também te procure Porque ambos teimamos em não perceber.
“Mal daqueles que como nós, não têm vocação para viver…” Qual foi o Deus perverso que não nos deixou apenas ser?

Meu lindo primeiro dia

Quero ficar sempre no primeiro dia. Não quero ir mais além, Nem saber mais nada.
Sempre no primeiro dia.
Primeiro dia de uma cidade desconhecida, Quando todos os lugares parecem bonitos
Primeiro dia de uma casa nova, Quando os tectos são altos e as paredes são largas.
Primeiro dia de um amor diferente, Quando os beijos prometem o que não podem cumprir.
Não quero que o sol se ponha Nem que a madrugada nasça Não quero o vazio de mais um dia frio.
Ficar sempre no primeiro dia… Porque é que não consigo? Porque é que os dias teimam em passar? Mesmo que não me vá deitar, E permaneça acordada E beba cafés E fume cigarros, E esvazie garrafas inúteis sem fim.
Quando dou por mim Despenteada, Amarrotada, Cansada, Já o dia seguinte veio cheio de nada.
Primeiro dia Não passes! Fica comigo ou leva-me contigo Não quero mais este castigo.

Quero a eternidade contida num dia sem acabar.

Escolhe o veneno

Escolhe qual o veneno! Para onde nos viremos não há alternativa. Só podemos escolher qual queremos. De que forma morremos.
Escolhe o veneno! E como o tempo urge a urgência impõe-se. Todos antes de nós já o fizeram. Escolheram.
De vez em quando alguém quebra a regra. Alguém resolve não querer saber. Jacob… Chamaram-lhe cobarde, Disseram que não sabia viver.
Caminho sem volta, Estrada sem saída. Então mas é isto a vida? É só isto a vida?
Taças perfiladas à espera em cada esquina. Amargo, doce… é igual, tanto faz. Escolhe!
Quantas mais voltas dás mais cansado ficas. E não tens saída. Para que lado queres cair?
Se é para isto mais valia não ter nascido. Como se estivesse nas nossas mãos resolver! Nascer, morrer… Só podemos escolher o veneno.
E o mundo é uma vasta plantação de cogumelos venenosos.
“-Mas mamã, os cogumelos são aquelas coisas bonitas vermelhas com bolinhas brancas que ficam no quintal das fadas!”

A que espécie pertenço eu?

Que espécie de bicho sou eu? Quais os instinto que me norteiam? O que me faz correr?
Pior do que os leões que matam para comer. Mais odiosa do que as hienas marrecas que riem sem querer. Medrosa como uma ratazana de esgoto.
Que espécie de bicho sou eu? Qual a criatura que me criou? A quem sirvo? Quem me governa?
Abaixo de todos os micróbios na cadeia alimentar. Mais inútil do que qualquer bactéria num ecossistema. Ruinosa aposta numa integração ordenada.
Invasora e parasitária.
Que espécie de bicho sou eu? Para que sirvo? Qual o propósito da minha existência?
Dissimulada como um camaleão fugitivo. Ardilosa como as aranhas venenosas que tecem teias mortíferas. Esquiva que nem uma cinzenta osga de quintal.
Peganhenta, Peçonhenta.
Que espécie de bicho sou eu? Em vias de extinção. Felizmente em vias de extinção.
Cobarde demais até para morrer. Erva ruim que não sabe viver.
Que bicho mau me mordeu?
O que sou eu?

Iguais até por demais

Somos iguais. Estúpida, aborrecida e Desesperadamente iguais.
Não só tu e eu. Todos. A inteira humanidade não é mais Do que uma multidão de pessoas iguais.
Por isso é que…
Nem eu encontro o que busco E nem tu fazes o que ensinas. Nem se realizam os nossos ideais.
Não podíamos ser mais iguais. E todos os que foram eram como nós, Banais.
Individuais… Únicos… Especiais… Não!
Como os demais.
Não esperes de mim mais. Vê-me como sou, Vê-te como és.
Iguais. Todos iguais.

E durante todo este tempo esperei tempo demais!...