sonhando, escrevendo e imaginando

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Como se faz?

Estou presa em mim.
Não consigo perder-me de mim.
Experimentei todas as artimanhas,
Aprendi todas as manhas…
Nunca saí de mim.

Nem o sono, nem a fome, nem o álcool…
Como uma maldição nada me leva daqui.

Tenho sempre a noção do que está a acontecer.
Consigo sempre controlar o que estou a dizer.

Queria tanto a liberdade da insensatez!
Como desejava a loucura inconsequente pelo menos uma vez!

Ter depois a desculpa velhinha
E lavar uma culpa que não seria minha.

Não sabia o que estava a fazer…

Mas não.
Os meus flancos sentem sempre as esporas,
Mesmo quando me montam em pelo e não usam arreios.

Como se faz?
Aonde se vai quando não se consegue perder os sentidos?
Baile de máscaras, Carnaval da vida,
Sair sem pagar a conta.
Chutar a bola para fora de campo...
Atirar a toalha antes que o sangue nos tape os olhos.


Juízo é jugo e cabresto,
É limite,
É um quero mais mas não lá chego.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Não sejas assim para mim




Não és um monstro.
Diz por favor que não és um monstro.
Diz que não mentes,
Que não enganas.

Não podes ser um monstro!
Como podes?
É mau demais para ser verdade.

Se consegues mentir com olhos tão doces,
E fazer maldades enquanto sorris
E me chamas tua,
Então diz-me…
De que vale a pena viver num mundo aonde existem pessoas tão mesquinhas?

Não sejas um monstro,
Por favor, não sejas.
Não sejas assim para mim.

Não planeies fazer coisas horríveis,
Não te enredes em tramas feias.
Não me queiras descer ao abismo.
Não sejas um monstro.
Por favor não sejas.

Eu sei que também errei.
Mas nunca disse que sou perfeita.

A mudança na voz,
A alteração no olhar,
A forma leviana de me prender e me enxutar…

Aonde estás tu dentro desse corpo que é o mesmo que eu abraçava?
Para onde fugiste que não te vejo mais?
Tenho saudades de ti desde aquele dia,
Já passou um mês...
Apesar de estar contigo quase todos os dias…
E de me deitar contigo a cada vez.

Não acredito que sejas um monstro!
Por favor não sejas.
Não sejas assim para mim,
Meu amor do coração.

domingo, 8 de novembro de 2015

Get Caught (apanhada)


Get Caught.
Apanhada de qualquer jeito…
Nada que possa fazer a respeito.

Em ti as coisas piores,
E as melhores.

Get Caught.

Que se dane o que é suposto ser!
Às urtigas ensinar e aprender.
Quero viver.
Contigo posso ser.
Só ser…

Não és perfeito e eu sou uma imperfeita ousadia.
Tu tens nuvens e ventania
E eu tenho a loucura de um novo dia.
Tu és vagabundo, eu vadia.

Get Caught.

Levaste-me a dançar e fizemos amor em baixo da ponte
Com todo o Tejo a ver.
Estrelas do tamanho da Lua...
Não tinha dado conta do quanto sou tua…
Juntos vimos o sol nascer.
Foste-te lavar ao chafariz do parque…
Na autoestrada a duzentos à hora,
Tu dentro de eu por fora.

Bom…
Contigo tudo é tão bom!...
Get Caught

- Para sempre?
- Não há depois de ti.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Até ao fim do mundo



Eu abdicava do mundo se fosse preciso.
Quantas vezes  cheguei a ti disposta a dizer que sim...
Em todas elas houve algo que me segurou.

Como te enganas!
O que amo não é o vazio das coisas nenhumas.
Queria era todas as coisas encontradas em ti.

Se me soubesses cativar,
Se me desses segurança para saltar
Eu seria mais tua do que as ondas são do mar.

Nunca soubeste perceber
Que eu leio nas palavras que ficam por falar.

“Eu, Eu, Eu…”
Sempre tu e sem mim.
Querias-me pálida sombra da tua sombra...

A tua voz que era doce azedava e ficava má.
E já não eras tu quem estava a falar.
Qual deles és tu afinal?
Mal e bem, bem ou mal…
Aquele que me beija
Ou aquele que me faz chorar?

O que estará guardado nas dobras do amanhã que há-de vir?
E perguntaste-me até aonde estou disposta a ir para ficar contigo.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Quero o meu amor de volta



Queria tanto o meu amor de volta...
Do jeitinho que ele era...
Meigo,
Gentil.

Queria tanto o meu amor de volta...
Quando eu era todo o mundo dele.

Procuro e já não encontro a mão estendida
que esperava pela minha.

Tantas vezes que eu fugia
Da sua companhia.

No fundo tinha medo de acreditar
que alguém me pudesse amar.

Agarrava-me a coisas vazias
E dizia que essas eram as coisas da minha vida.

E a minha vida era ele.
A minha casa era ele.

Hoje restou tão pouco daquele amor que me tinha sem fim
Porque eu bem sabia
um amor tão grande não podia ser para mim.

Queria tanto o meu amor de volta...
E agora não sei qual o caminho que leva
à sua porta.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Escolho ficar




E disse-me que eu era livre.
Livre…

Disse que se eu quisesse podia partir.
Abriu até a porta para eu sair.
E ir…

Quem iria cantar para ele nas madrugadas?
Se eu me fosse quem ouviria as suas mágoas?

Abriu a porta,
Mas não basta abrir.
Nem sempre saímos quando podemos sair.

Eu já conheci os ares e fui feliz.
Fico com pena da sua alma que é pequena.
Pequena demais para voar.
Por isso não vou.

Só peço a porta sempre aberta,
Porque não sou obrigada a ficar.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Gosto...



Gosto…
De uma carícia lenta
Quando a alça do vestido cai
De ver olhos que sorriem
Sentir o calor da chávena do café na mão
Aprender de cor a letra de uma canção

Gosto…
De beijos demorados
Pessoas que dão sem pensar em pedir
Cócegas na alma quando rio sem parar
Um braço em redor da minha cintura
Sair de manhã e ter todas as ruas para andar

Quero…
Ter sempre desejos e esperanças
Desembrulhar cada dia como se fosse um presente precioso
Dormir toda a noite sem medo de acordar
Um jardim florido com cheiro a relva acabadinha de cortar
Ter a cama só para mim de vez em quando

Podes…
Ter paciência quando não quero falar
Fumar só à janela
Usar fato e gravata pelo menos uma vez por semana
Levares-me a um motel com colchão de água
Não me pedir mais do que tenho para dar

Um dia…
Vou morar ao fundo do arco-íris
Vou voltar para casa
Vou aprender a nadar.
Vou aprender a andar de bicicleta
Vou ter com quem me levava sempre a passear.

Hoje…
Vou a Benfica almoçar.

E amanhã…
Nem sei se vou cá estar.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015



Ora então, fui nomeada pela São Dias Assim para responder à TAG "De Tudo Um Pouco", obrigado!
Regras da TAG:
/ Responder todas as perguntas.
/ Indicar, no mínimo 11 blogs com quantidade menor de 500 seguidores.
/ Colocar o selo da TAG.
/ Colocar o link de quem indicou.
As perguntas:

1- Qual seu estilo de musical preferido?
     Gosto de quase todos os estilos de música. Existem músicas que amo, outras de que não gosto tanto. Mais do que o estilo é a mensagem da música que me apaixona.

2- Qual sua peça de roupa é sua preferida?
     Presentemente um vestido vermelho curtinho. Tem uma camada de tule por cima do forro, acho delicioso! Atrevido e inocente... como gosto da roupa em geral.

3- Qual dos seus calçados é o seu preferido?
     Umas botas de Inverno cinzentas de camurça. Têm o cano alto, alto, quase até ao cimo das pernas, saltos género agulha. Escandalosamente bonitas :)

4- Camisa ou Camisola? Calções ou Calças?  
    Camisola, nunca gostei de camisa. Calções!

5- Cabelo estiloso ou tradicional? Cabelo liso ou enrolado?
    Aprendi a gostar do meu cabelo encaracolado e rebelde. Comprido, estilo juba.

6- Brigadeiro ou Gelado?
     Gelado. Semi-derretido, cremoso.

7- Doce ou salgado?
     Prefiro o salgado. Antes quero um pacote de batatas fritas do que um bolo de creme.

8- Como você define o seu estilo?
    Não tenho estilo definido. Não gosto de coisas definidas.

9- Você é do tipo de pessoa que consome bastante ou só compra o básico?
    Não consumo bastante, mas tenho paixões pelas coisas. Posso passar meses sem comprar nada para mim e de repente ver uma coisa de que gosto e parece que morro se não a tiver. Sem ser por paixão à primeira vista quase não compro nada.

10- Considera-se vaidosa?
     Não sei... Gosto de me ver. Gosto da forma como sinto que os outros me vêem. Gosto do meu reflexo nos vidros, nas montras, nos carros. Gosto das minhas fotos. Vaidosa? Talvez... Acho é que cheguei a uma altura da vida em que tenho a noção da minha aparência física e sem falsas modéstias sei apreciar a forma como sou.



Os meus blogs nomeados são:
Máquina Silenciosa
Litteraert

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Frases, apenas frases...

-Tudo a que damos importância a perde, quando sob circunstâncias extremas.


-Seremos mais felizes quando pararmos de atribuir às pessoas do nosso passado o fracasso daquilo que somos.
Muito provavelmente seríamos exactamente os mesmos caso tivéssemos vivido tudo de forma diferente.
A essência que está em nós é que faz com que sejamos desta ou daquela maneira.


-Não é culpa de ninguém não gostarmos de nós.
Mas também é certo que não existe obrigação de nos gostarmos, principalmente depois que nos conhecemos bem.


-Certo ou errado depende do ponto de vista de quem avalia.
Porque razão algumas pessoas se sentem no direito de impor os seus pontos de vista acima dos pontos de vista alheios?
Quem tem autoridade para decidir quem manda?
Porque é que tem que haver alguém a mandar?
Que espécie de bichos somos nós que não sabemos viver sem ser de coleira apertada?


-Tudo o que foi feito aconteceu devido ao percurso natural das coisas.
Nós todos somos culpados pelo que acontece uma vez que fazemos acontecer.
E quando não fazemos acontecer, deixamos que aconteça.
Raça cobarde e acomodada que se recusa a deixar morrer tradições obsoletas e teima em não criar nova história.


-Ninguém é melhor do que ninguém, até porque ser melhor implicaria ter alternativa e não existe real alternativa.
Nasce-se, vive-se e morre-se. Sempre estupidamente e por obra do acaso.


-Há tanta paz num cemitério quanta há no silêncio do universo.
A verdade é a mesma, e a verdade é a ausência e o nada.


-Quem já sofreu muito não chora por coisa pouca.
Mas essa coisa pouca já foi o mundo inteiro antes de ser coisa nenhuma.


-Não nascemos para sofrer.
Sofremos até aprender que não vale a pena sofrer.
Não porque atraia mais dor mas simplesmente porque não serve para nada.


-O mundo não ouve os nossos queixumes até chorarmos tão alto que lhe façamos doer a cabeça.
Enquanto não formos inconvenientes para ninguém o mais certo é ninguém nos incomodar.
Mas experimenta causar problemas e vais ver como reparam em ti, até te esborracharem na primeira esquina e te reduzirem à tua insignificância.


-Quando nos perguntam como estamos não é por quererem saber a resposta.
Se calha abrirmos a boca para responder falamos para as costas de quem perguntou.
Quem não sabe confunde cortesia social com verdadeiro interesse.
Quem não sabe tem muito que chorar até aprender.


-Quando aprendemos vemos que estamos aonde saímos quando fomos em busca de querer saber mais.
O mundo é redondo, a vida é um ciclo.
Acabamos aonde começámos, andamos o que já tínhamos andado.
Somos os antípodas de nós mesmos.
Mas não é inútil esse caminhar. Sabemos que chegámos porque nos dispusemos um dia a andar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Em vez do que eu queria

Cada dia que passa
É uma cor a menos na paleta dos meus sonhos.
E cada cor perdida é um valor que tiro à vida.

Tudo o que eu queria,
Não passa de fantasia.

O meu pai bem me dizia!…
Grande homem o meu pai…
Sábio aquele meu pai já comido pelos vermes e que sabia
Que céu e inferno se masturbam na mesma porcaria.

O que existe é cada qual a servir-se do seu próximo,
As relações a terem que provar utilidade,
O amor a não passar de um jogo de vontades,
E o mais forte sempre a comer o mais fraco.

O que existe é cuspo em vez de excitação,
Vaselina em vez de tesão.
Onde está tudo o que eu pensava que havia?

Agradecer a quem nos fez?
Mas o que há para agradecer?...
O que há para além deste deserto vazio
Aonde se morre de frio?

Eu queria era o meu mundo bonito de volta,
O mundo que eu via pela varanda da cozinha...

Tudo é só mentira.
Não acredito nem volto a acreditar
E recuso-me a ser assim.

Um dia, papá, vou fugir daqui.
Lembras-te? Como eu corria!...

      A professora gordinha não me apanhou
      Apesar de eu ser tão pequenina.
      Foi a primeira vez em que fugi.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Vê aquilo que não queres ver

Lê nas entrelinhas…
Não é o que parece ser.
Vê!
Vê aquilo que não queres ver.

Se eu fosse livre
Tu fugias de mim.

Sou-te querida
Porque te estou perdida.

É isso de que gostas.
Saber que não posso ser tua.

Vê o que não queres ver…

Não descobriste que gostas de mim.
Sentiste sim que não há perigo de eu voltar.

Se eu te chamasse,
Se batesse à tua porta…
Deixavas-me entrar?
Ou tapavas outra vez os ouvidos e soltavas de novo os crocodilos
Para eu não poder passar?

Em tempos fiz de ti o azul da minha vida.
E ainda guardas o céu no bonito dos teus olhos.
Ainda te busco e te peço guarida.

Mas não te enganes nem me enganes.
Tu não me queres.

Tu amas a ilusão de me poder querer.
Amas acreditar que se eu quisesse nós podíamos acontecer.
Porque isso faz de ti o que pensas que devias ser.

Mas não.
Vê!
Vê o que não queres ver!

Talvez eu também te procure
Porque ambos teimamos em não perceber.

“Mal daqueles que como nós, não têm vocação para viver…”
Qual foi o Deus perverso que não nos deixou apenas ser?


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Meu lindo primeiro dia

Quero ficar sempre no primeiro dia.
Não quero ir mais além,
Nem saber mais nada.

Sempre no primeiro dia.

Primeiro dia de uma cidade desconhecida,
Quando todos os lugares parecem bonitos

Primeiro dia de uma casa nova,
Quando os tectos são altos e as paredes são largas.

Primeiro dia de um amor diferente,
Quando os beijos prometem o que não podem cumprir.

Não quero que o sol se ponha
Nem que a madrugada nasça
Não quero o vazio de mais um dia frio.

Ficar sempre no primeiro dia…
Porque é que não consigo?
Porque é que os dias teimam em passar?
Mesmo que não me vá deitar,
E permaneça acordada
E beba cafés
E fume cigarros,
E esvazie garrafas inúteis sem fim.

Quando dou por mim
Despenteada,
Amarrotada,
Cansada,
Já o dia seguinte veio cheio de nada.

Primeiro dia
Não passes!
Fica comigo ou leva-me contigo
Não quero mais este castigo.


Quero a eternidade contida num dia sem acabar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Escolhe o veneno

Escolhe qual o veneno!
Para onde nos viremos não há alternativa.
Só podemos escolher qual queremos.
De que forma morremos.

Escolhe o veneno!
E como o tempo urge a urgência impõe-se.
Todos antes de nós já o fizeram.
Escolheram.

De vez em quando alguém quebra a regra.
Alguém resolve não querer saber.
Jacob…
Chamaram-lhe cobarde,
Disseram que não sabia viver.

Caminho sem volta,
Estrada sem saída.
Então mas é isto a vida?
É só isto a vida?

Taças perfiladas à espera em cada esquina.
Amargo, doce… é igual, tanto faz.
Escolhe!

Quantas mais voltas dás mais cansado ficas.
E não tens saída.
Para que lado queres cair?

Se é para isto mais valia não ter nascido.
Como se estivesse nas nossas mãos resolver!
Nascer, morrer…
Só podemos escolher o veneno.

E o mundo é uma vasta plantação de cogumelos venenosos.

“-Mas mamã, os cogumelos são aquelas coisas bonitas vermelhas com bolinhas brancas que ficam no quintal das fadas!”

terça-feira, 28 de julho de 2015

A que espécie pertenço eu?

Que espécie de bicho sou eu?
Quais os instinto que me norteiam?
O que me faz correr?

Pior do que os leões que matam para comer.
Mais odiosa do que as hienas marrecas que riem sem querer.
Medrosa como uma ratazana de esgoto.

Que espécie de bicho sou eu?
Qual a criatura que me criou?
A quem sirvo?
Quem me governa?

Abaixo de todos os micróbios na cadeia alimentar.
Mais inútil do que qualquer bactéria num ecossistema.
Ruinosa aposta numa integração ordenada.

Invasora e parasitária.

Que espécie de bicho sou eu?
Para que sirvo?
Qual o propósito da minha existência?

Dissimulada como um camaleão fugitivo.
Ardilosa como as aranhas venenosas que tecem teias mortíferas.
Esquiva que nem uma cinzenta osga de quintal.

Peganhenta,
Peçonhenta.

Que espécie de bicho sou eu?
Em vias de extinção.
Felizmente em vias de extinção.

Cobarde demais até para morrer.
Erva ruim que não sabe viver.

Que bicho mau me mordeu?

O que sou eu?

Iguais até por demais

Somos iguais.
Estúpida, aborrecida e
Desesperadamente iguais.

Não só tu e eu.
Todos.
A inteira humanidade não é mais
Do que uma multidão de pessoas iguais.

Por isso é que…

Nem eu encontro o que busco
E nem tu fazes o que ensinas.
Nem se realizam os nossos ideais.

Não podíamos ser mais iguais.
E todos os que foram eram como nós,
Banais.

Individuais…
Únicos…
Especiais…
Não!

Como os demais.

Não esperes de mim mais.
Vê-me como sou,
Vê-te como és.

Iguais.
Todos iguais.


E durante todo este tempo esperei tempo demais!...