sonhando, escrevendo e imaginando

sexta-feira, 13 de março de 2015

Fora com a razão

Tentou provar por a+b que tinha razão.
Que não havia dúvida alguma de que tinha razão.
Não!

Razão para mim está no coração.

Coeficiente, subtracção ou adição,
Soma de parcelas e consequente divisão…
Não!

Não quero saber dessa razão.

Quero um sorriso quente no meu rosto,
Uma mão enlaçada na minha mão.
E sinto saudades de gargalhadas tolas dadas de graça,
Assim porque sim,
Sem ser a troco de nada.

Por isso não sei jogar xadrez.
Cansa-me a cabeça prever cada vez.
Gosto de improviso.
Do tabuleiro de xadrez amei os copinhos pequeninos
Que para mim não eram peças a valer.
Eram uma coisa divertida de se fazer.
Pois, esses mesmos de que tu não quiseste nem saber…

Fascina-me e assusta-me o jogo de escondidas
Que a vida joga comigo desde que me lembro de mim.
Parece que está,
Mas nunca está.
Parece que sim,
Mas nunca é sim.

Mas não é por isso que me rendo à Razão.
Razão não!
Fora com os raciocínios frios e calculistas,
Baseados na lógica sem emoção.
Fora com eles todos!
Para longe de mim!
Secam-me.
Tiram-me a tesão.


Tentou provar que tinha razão.
E eu tentei que ele ouvisse bater o meu coração.
Em vão.

Tudo em vão...

2 comentários:

  1. Será que tens razão, uma coisa é certa, lá razão tens para ter a razão de ser nesta escrita só no final me apercebi que tudo o que fizestes foi em vão....
    um abraço

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    1. Nunca temos a certeza se foi de facto em vão, até chegar a altura de comprovar. Existe sempre uma réstia de esperança, uma centelha pequenina que nos vai dizendo ao ouvido "não é tanto assim, vai melhorar..." E existe também sabes o quê, Fernando? Existe um medo terrível de estar a pedir demais, de sempre ter estado a pedir de mais à vida, ás pessoas da vida. E se não houver mais do que isto? Obrigada pelo teu comentário. Um beijinho para ti

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