sonhando, escrevendo e imaginando

terça-feira, 28 de julho de 2015

A que espécie pertenço eu?

Que espécie de bicho sou eu?
Quais os instinto que me norteiam?
O que me faz correr?

Pior do que os leões que matam para comer.
Mais odiosa do que as hienas marrecas que riem sem querer.
Medrosa como uma ratazana de esgoto.

Que espécie de bicho sou eu?
Qual a criatura que me criou?
A quem sirvo?
Quem me governa?

Abaixo de todos os micróbios na cadeia alimentar.
Mais inútil do que qualquer bactéria num ecossistema.
Ruinosa aposta numa integração ordenada.

Invasora e parasitária.

Que espécie de bicho sou eu?
Para que sirvo?
Qual o propósito da minha existência?

Dissimulada como um camaleão fugitivo.
Ardilosa como as aranhas venenosas que tecem teias mortíferas.
Esquiva que nem uma cinzenta osga de quintal.

Peganhenta,
Peçonhenta.

Que espécie de bicho sou eu?
Em vias de extinção.
Felizmente em vias de extinção.

Cobarde demais até para morrer.
Erva ruim que não sabe viver.

Que bicho mau me mordeu?

O que sou eu?

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