sonhando, escrevendo e imaginando

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Escolhe o veneno

Escolhe qual o veneno!
Para onde nos viremos não há alternativa.
Só podemos escolher qual queremos.
De que forma morremos.

Escolhe o veneno!
E como o tempo urge a urgência impõe-se.
Todos antes de nós já o fizeram.
Escolheram.

De vez em quando alguém quebra a regra.
Alguém resolve não querer saber.
Jacob…
Chamaram-lhe cobarde,
Disseram que não sabia viver.

Caminho sem volta,
Estrada sem saída.
Então mas é isto a vida?
É só isto a vida?

Taças perfiladas à espera em cada esquina.
Amargo, doce… é igual, tanto faz.
Escolhe!

Quantas mais voltas dás mais cansado ficas.
E não tens saída.
Para que lado queres cair?

Se é para isto mais valia não ter nascido.
Como se estivesse nas nossas mãos resolver!
Nascer, morrer…
Só podemos escolher o veneno.

E o mundo é uma vasta plantação de cogumelos venenosos.

“-Mas mamã, os cogumelos são aquelas coisas bonitas vermelhas com bolinhas brancas que ficam no quintal das fadas!”

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