sonhando, escrevendo e imaginando

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Gosto...



Gosto…
De uma carícia lenta
Quando a alça do vestido cai
De ver olhos que sorriem
Sentir o calor da chávena do café na mão
Aprender de cor a letra de uma canção

Gosto…
De beijos demorados
Pessoas que dão sem pensar em pedir
Cócegas na alma quando rio sem parar
Um braço em redor da minha cintura
Sair de manhã e ter todas as ruas para andar

Quero…
Ter sempre desejos e esperanças
Desembrulhar cada dia como se fosse um presente precioso
Dormir toda a noite sem medo de acordar
Um jardim florido com cheiro a relva acabadinha de cortar
Ter a cama só para mim de vez em quando

Podes…
Ter paciência quando não quero falar
Fumar só à janela
Usar fato e gravata pelo menos uma vez por semana
Levares-me a um motel com colchão de água
Não me pedir mais do que tenho para dar

Um dia…
Vou morar ao fundo do arco-íris
Vou voltar para casa
Vou aprender a nadar.
Vou aprender a andar de bicicleta
Vou ter com quem me levava sempre a passear.

Hoje…
Vou a Benfica almoçar.

E amanhã…
Nem sei se vou cá estar.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015



Ora então, fui nomeada pela São Dias Assim para responder à TAG "De Tudo Um Pouco", obrigado!
Regras da TAG:
/ Responder todas as perguntas.
/ Indicar, no mínimo 11 blogs com quantidade menor de 500 seguidores.
/ Colocar o selo da TAG.
/ Colocar o link de quem indicou.
As perguntas:

1- Qual seu estilo de musical preferido?
     Gosto de quase todos os estilos de música. Existem músicas que amo, outras de que não gosto tanto. Mais do que o estilo é a mensagem da música que me apaixona.

2- Qual sua peça de roupa é sua preferida?
     Presentemente um vestido vermelho curtinho. Tem uma camada de tule por cima do forro, acho delicioso! Atrevido e inocente... como gosto da roupa em geral.

3- Qual dos seus calçados é o seu preferido?
     Umas botas de Inverno cinzentas de camurça. Têm o cano alto, alto, quase até ao cimo das pernas, saltos género agulha. Escandalosamente bonitas :)

4- Camisa ou Camisola? Calções ou Calças?  
    Camisola, nunca gostei de camisa. Calções!

5- Cabelo estiloso ou tradicional? Cabelo liso ou enrolado?
    Aprendi a gostar do meu cabelo encaracolado e rebelde. Comprido, estilo juba.

6- Brigadeiro ou Gelado?
     Gelado. Semi-derretido, cremoso.

7- Doce ou salgado?
     Prefiro o salgado. Antes quero um pacote de batatas fritas do que um bolo de creme.

8- Como você define o seu estilo?
    Não tenho estilo definido. Não gosto de coisas definidas.

9- Você é do tipo de pessoa que consome bastante ou só compra o básico?
    Não consumo bastante, mas tenho paixões pelas coisas. Posso passar meses sem comprar nada para mim e de repente ver uma coisa de que gosto e parece que morro se não a tiver. Sem ser por paixão à primeira vista quase não compro nada.

10- Considera-se vaidosa?
     Não sei... Gosto de me ver. Gosto da forma como sinto que os outros me vêem. Gosto do meu reflexo nos vidros, nas montras, nos carros. Gosto das minhas fotos. Vaidosa? Talvez... Acho é que cheguei a uma altura da vida em que tenho a noção da minha aparência física e sem falsas modéstias sei apreciar a forma como sou.



Os meus blogs nomeados são:
Máquina Silenciosa
Litteraert

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Frases, apenas frases...

-Tudo a que damos importância a perde, quando sob circunstâncias extremas.


-Seremos mais felizes quando pararmos de atribuir às pessoas do nosso passado o fracasso daquilo que somos.
Muito provavelmente seríamos exactamente os mesmos caso tivéssemos vivido tudo de forma diferente.
A essência que está em nós é que faz com que sejamos desta ou daquela maneira.


-Não é culpa de ninguém não gostarmos de nós.
Mas também é certo que não existe obrigação de nos gostarmos, principalmente depois que nos conhecemos bem.


-Certo ou errado depende do ponto de vista de quem avalia.
Porque razão algumas pessoas se sentem no direito de impor os seus pontos de vista acima dos pontos de vista alheios?
Quem tem autoridade para decidir quem manda?
Porque é que tem que haver alguém a mandar?
Que espécie de bichos somos nós que não sabemos viver sem ser de coleira apertada?


-Tudo o que foi feito aconteceu devido ao percurso natural das coisas.
Nós todos somos culpados pelo que acontece uma vez que fazemos acontecer.
E quando não fazemos acontecer, deixamos que aconteça.
Raça cobarde e acomodada que se recusa a deixar morrer tradições obsoletas e teima em não criar nova história.


-Ninguém é melhor do que ninguém, até porque ser melhor implicaria ter alternativa e não existe real alternativa.
Nasce-se, vive-se e morre-se. Sempre estupidamente e por obra do acaso.


-Há tanta paz num cemitério quanta há no silêncio do universo.
A verdade é a mesma, e a verdade é a ausência e o nada.


-Quem já sofreu muito não chora por coisa pouca.
Mas essa coisa pouca já foi o mundo inteiro antes de ser coisa nenhuma.


-Não nascemos para sofrer.
Sofremos até aprender que não vale a pena sofrer.
Não porque atraia mais dor mas simplesmente porque não serve para nada.


-O mundo não ouve os nossos queixumes até chorarmos tão alto que lhe façamos doer a cabeça.
Enquanto não formos inconvenientes para ninguém o mais certo é ninguém nos incomodar.
Mas experimenta causar problemas e vais ver como reparam em ti, até te esborracharem na primeira esquina e te reduzirem à tua insignificância.


-Quando nos perguntam como estamos não é por quererem saber a resposta.
Se calha abrirmos a boca para responder falamos para as costas de quem perguntou.
Quem não sabe confunde cortesia social com verdadeiro interesse.
Quem não sabe tem muito que chorar até aprender.


-Quando aprendemos vemos que estamos aonde saímos quando fomos em busca de querer saber mais.
O mundo é redondo, a vida é um ciclo.
Acabamos aonde começámos, andamos o que já tínhamos andado.
Somos os antípodas de nós mesmos.
Mas não é inútil esse caminhar. Sabemos que chegámos porque nos dispusemos um dia a andar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Em vez do que eu queria

Cada dia que passa
É uma cor a menos na paleta dos meus sonhos.
E cada cor perdida é um valor que tiro à vida.

Tudo o que eu queria,
Não passa de fantasia.

O meu pai bem me dizia!…
Grande homem o meu pai…
Sábio aquele meu pai já comido pelos vermes e que sabia
Que céu e inferno se masturbam na mesma porcaria.

O que existe é cada qual a servir-se do seu próximo,
As relações a terem que provar utilidade,
O amor a não passar de um jogo de vontades,
E o mais forte sempre a comer o mais fraco.

O que existe é cuspo em vez de excitação,
Vaselina em vez de tesão.
Onde está tudo o que eu pensava que havia?

Agradecer a quem nos fez?
Mas o que há para agradecer?...
O que há para além deste deserto vazio
Aonde se morre de frio?

Eu queria era o meu mundo bonito de volta,
O mundo que eu via pela varanda da cozinha...

Tudo é só mentira.
Não acredito nem volto a acreditar
E recuso-me a ser assim.

Um dia, papá, vou fugir daqui.
Lembras-te? Como eu corria!...

      A professora gordinha não me apanhou
      Apesar de eu ser tão pequenina.
      Foi a primeira vez em que fugi.