sonhando, escrevendo e imaginando

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Até ao fim do mundo



Eu abdicava do mundo se fosse preciso.
Quantas vezes  cheguei a ti disposta a dizer que sim...
Em todas elas houve algo que me segurou.

Como te enganas!
O que amo não é o vazio das coisas nenhumas.
Queria era todas as coisas encontradas em ti.

Se me soubesses cativar,
Se me desses segurança para saltar
Eu seria mais tua do que as ondas são do mar.

Nunca soubeste perceber
Que eu leio nas palavras que ficam por falar.

“Eu, Eu, Eu…”
Sempre tu e sem mim.
Querias-me pálida sombra da tua sombra...

A tua voz que era doce azedava e ficava má.
E já não eras tu quem estava a falar.
Qual deles és tu afinal?
Mal e bem, bem ou mal…
Aquele que me beija
Ou aquele que me faz chorar?

O que estará guardado nas dobras do amanhã que há-de vir?
E perguntaste-me até aonde estou disposta a ir para ficar contigo.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Quero o meu amor de volta



Queria tanto o meu amor de volta...
Do jeitinho que ele era...
Meigo,
Gentil.

Queria tanto o meu amor de volta...
Quando eu era todo o mundo dele.

Procuro e já não encontro a mão estendida
que esperava pela minha.

Tantas vezes que eu fugia
Da sua companhia.

No fundo tinha medo de acreditar
que alguém me pudesse amar.

Agarrava-me a coisas vazias
E dizia que essas eram as coisas da minha vida.

E a minha vida era ele.
A minha casa era ele.

Hoje restou tão pouco daquele amor que me tinha sem fim
Porque eu bem sabia
um amor tão grande não podia ser para mim.

Queria tanto o meu amor de volta...
E agora não sei qual o caminho que leva
à sua porta.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Escolho ficar




E disse-me que eu era livre.
Livre…

Disse que se eu quisesse podia partir.
Abriu até a porta para eu sair.
E ir…

Quem iria cantar para ele nas madrugadas?
Se eu me fosse quem ouviria as suas mágoas?

Abriu a porta,
Mas não basta abrir.
Nem sempre saímos quando podemos sair.

Eu já conheci os ares e fui feliz.
Fico com pena da sua alma que é pequena.
Pequena demais para voar.
Por isso não vou.

Só peço a porta sempre aberta,
Porque não sou obrigada a ficar.