sonhando, escrevendo e imaginando

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Até ao fim do mundo



Eu abdicava do mundo se fosse preciso.
Quantas vezes  cheguei a ti disposta a dizer que sim...
Em todas elas houve algo que me segurou.

Como te enganas!
O que amo não é o vazio das coisas nenhumas.
Queria era todas as coisas encontradas em ti.

Se me soubesses cativar,
Se me desses segurança para saltar
Eu seria mais tua do que as ondas são do mar.

Nunca soubeste perceber
Que eu leio nas palavras que ficam por falar.

“Eu, Eu, Eu…”
Sempre tu e sem mim.
Querias-me pálida sombra da tua sombra...

A tua voz que era doce azedava e ficava má.
E já não eras tu quem estava a falar.
Qual deles és tu afinal?
Mal e bem, bem ou mal…
Aquele que me beija
Ou aquele que me faz chorar?

O que estará guardado nas dobras do amanhã que há-de vir?
E perguntaste-me até aonde estou disposta a ir para ficar contigo.

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