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A mostrar mensagens de Dezembro, 2015

Como se faz?

Estou presa em mim. Não consigo perder-me de mim. Experimentei todas as artimanhas, Aprendi todas as manhas… Nunca saí de mim.
Nem o sono, nem a fome, nem o álcool… Como uma maldição nada me leva daqui.
Tenho sempre a noção do que está a acontecer. Consigo sempre controlar o que estou a dizer.
Queria tanto a liberdade da insensatez! Como desejava a loucura inconsequente pelo menos uma vez!
Ter depois a desculpa velhinha E lavar uma culpa que não seria minha.
Não sabia o que estava a fazer…
Mas não. Os meus flancos sentem sempre as esporas, Mesmo quando me montam em pelo e não usam arreios.
Como se faz? Aonde se vai quando não se consegue perder os sentidos? Baile de máscaras, Carnaval da vida, Sair sem pagar a conta. Chutar a bola para fora de campo... Atirar a toalha antes que o sangue nos tape os olhos.

Juízo é jugo e cabresto, É limite, É um quero mais mas não lá chego.