sonhando, escrevendo e imaginando

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Gosto de finais felizes, como no cinema

Como um conto de fadas.

Pensei que a vida inteira pudesse ser assim.

Vestidos de princesa cheios de rendas e promessas,
Brocados de cetim pintados a batom carmim.

Como num conto de fadas.

                        Um príncipe a cavalo branco só para mim.
                      Cavernas, montanhas e vales,
                  Picadas cheias de matope e capim.
              Estrelas como diamantes.

Se fossemos como um conto de fadas, tu e eu,
Se tivéssemos podido ser sempre assim…

A varinha de condão foi embora com o meu coração.
E deixei de ter poderes encantados,
                                          E deixei de transformar anões em gigantes,
                                          porque até os gigantes têm os dias contados.

Não sabíamos.
Não sabíamos que o futuro era ruim.

Cafés,
gelados,
praia e
uma mata verde para namorar.
Amoras silvestres eram ostras, e bolotas um manjar.

Foi o maldito mundo dos crescidos que nos fez acordar!
Gente grande que não sabe sonhar, que não quer acreditar...

Na mesma esquina de antes, no mesmo jardim
Estão hoje outros amantes iguais a ti e a mim.
Que será feito deles e também de nós?

Lembras-te não lembras?
“Éramos todos muito jovens”,
E apesar dos anos ainda somos assim.
    Não vingou a maldição 
         não se quebrou o encanto.
             A bruxa má perdeu a maçã envenenada,
                e o príncipe  não acordou a sua amada.


Será que podemos começar aonde todas as histórias de fadas chegam ao fim?
                              Eu gosto de finais felizes como no cinema,

                                                Ou como nas histórias dos irmãos Grimm.