sonhando, escrevendo e imaginando

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Olha a laranjinha que caiu, caiu...



Cuidadosamente aproximou o regador da planta.
E verteu um pouco de água cristalina.
Primeiro foi a terra que se humedeceu, depois as raízes,
e por fim até as folhas e galhos puderam ser borrifados pelo precioso líquido.
Aguardou.
Nada.
Insistiu.

Desta vez a água jorrou com mais intensidade,
e chegou mesmo a transbordar do vaso.
Por baixo, o pratinho enchia-se e borbulhava audívelmente.
Até as formiguinhas que laboriosas trabalhavam num carregar incessante de migalhas,
foram convidadas a participar contrariadas na cascata transparente.

E nada.
Olhou de novo, agora preocupado.
Mas então!?...
Lembrou-se depois.
Ah, espera lá! Pois....

Veio-lhe à memória.
Foram dias, não foram?
Vários dias.
Se calhar foi por isso...

Toma lá mais água, porcaria de flor!

Nem que despejasse todo o oceano.
Era tarde.
Tinham bastado umas gotas, pois tinham!
Mas há alguns dias atrás.
Agora...

Não estava triste. Que é lá isso?
Só uma flor...
Aborrecido isso sim.
Afinal tinha-lhe custado dinheiro a estúpida da planta.

Mais uma aposta perdida, pensou.


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