Um sorriso de Charlot



                                                      Tu que me olhas sorrindo,
                                                          Qual é a paranóia?
                                                             Aonde o inferno em que vives?

À medida que conheço a loucura dos outros, e a minha,
Vou ficando mais sozinha.
O mundo vai sendo pequenino.

Tenho saudades de quando não sabia…
Se alguém me sorria era bom!
Era sim!

Agora cada olhar é um desaire.
Estranhos que choram por dentro,
Ou fingem ter sol no coração…
Tristes sapos é o que são.

Insistem em ver neles seres bonitos?
Pois eu não.

Tolos a quererem comer e guardar os bolos…
Julgam-se senhores de boa voz
Mas são apenas sofredores
Em busca da teta perdida…
Lordes em fralda de camisa…

Fariam rir se não fizessem chorar!...
Como a maioria de nós.




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